LOADING

Type to search

O Vale do Silício da China e a regulação do ciberespaço

Share

O hub tecnológico de Zhongguancun, que fica localizado na parte noroeste de Pequim, é conhecido como o “Vale do Silício” da China, fazendo alusão ao polo de produção tecnológica localizado em San Francisco, nos Estados Unidos (EUA). Os chineses estão procurando atrair capital humano qualificado para o seu país. Neste sentido, foi instituído um setor administrativo para atender às demandas de estrangeiros que queiram residir de forma permanente, trabalhando nos distritos industriais de Pequim.

O Grande Firewall

Nos últimos anos, a China vem progressivamente reduzindo barreiras e facilitando os pedidos de residência para estrangeiros que tenham uma formação qualificada. As maiores empresas atuando no Vale do Silício chinês atualmente são Tencent, Huawei, Baidu, Alibaba e Didi Chuxing.

Contabilizando 731 milhões de usuários com acesso à internet, o que representa cerca de um quarto dos usuários a nível global, é fácil perceber a importância do setor de tecnologia da informação para o país.

A China possui um sistema de regulação da internet que é conhecido como o Projeto Escudo Dourado. Dividido em 12 subprogramas governamentais, o Escudo Dourado é uma rede nacional de segurança cibernética, atuando principalmente no âmbito das informações produzidas no setor doméstico.

Complementando o projeto, possui também o “Grande Firewall, instrumento de regulação do ciberespaço para o acesso de conteúdos vindos do exterior. O controle das informações é visto como uma questão de soberania para o Estado. No entanto, isto implica no fato de que os seus nacionais não consigam acessar uma grande variedade de sites ocidentais dentro do território chinês.

A tecnologia está mudando o setor de negócios

Shenzhen e Xangai também possuem indústrias de tecnologia que estão florescendo rapidamente. A China possui 17 regiões que atuam como polos de produção de inovação e tecnologia ao longo do seu território e a área de inteligência artificial (AI, sigla em inglês) é um dos principais focos. O país já é o segundo maior investidor em AI no mundo e pretende se tornar o maior produtor de tecnologia neste setor até o ano de 2030, fator que está delineado em uma estratégia nacional.

Apenas nos dois últimos anos foram criadas mais de 1.600 incubadoras de empresas de alta tecnologia no país. Na última década, a China passou do status de emulação da tecnologia produzida no exterior para se tornar uma nação que está na vanguarda da inovação. Os efeitos desse boom tecnológico ainda não podem ser adequadamente medidos, mas a imagem das empresas chinesas no exterior vem mudando de forma rápida e significativa.

———————————————————————————————–                    

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Chinês utilizando um equipamento de inteligência artificial” (Fonte):

https://c1.staticflickr.com/1/454/18908950782_1f0c67c281_b.jpg

Imagem 2 O Grande Firewall” (Fonte):

https://i1-news.softpedia-static.com/images/news2/Chinese-Internet-Users-Can-Tunnel-Out-of-the-Censorship-Wall-2.png

Imagem 3 A tecnologia está mudando o setor de negócios” (Fonte):

https://i.vimeocdn.com/video/498469360_1280x720.jpg

Ricardo Kotz - Colaborador Voluntário

Mestrando no programa de Pós Graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando na linha de Economia Política Internacional. Possui especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Agente consular junto ao Consulado Honorário da França em Porto Alegre, atuando paralelamente no escritório RGF Propriedade Intelectual, no período de 2013-2015.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.