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Obama afirma que tempo do Irã está se esgotando

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Ontem, segunda-feira, dia 26 de março, o presidente dos EUA, Barack  Obama declarou que o tempo do Irã está se esgotando. A afirmação foi feita durante discurso pronunciado na “Universidade Hankuk de Seul”, antes de participar da “2ª Cúpula sobre Segurança Nuclear”, na Coréia do Sul, ao mesmo tempo em que se comprometeu com a redução do arsenal nuclear do seu país, algo que, de acordo com o anúncio feito, será tratado em maio com o presidente eleito da Rússia, Vladimir Putin, no encontro de “Chefes de Estado” que ambos realizarão.

 

Além disso, Obama afirmou pretender que seja estabelecido um novo marco para o desenvolvimento mundial de energia nuclear, em que não haja riscos para segurança internacional, uma vez que se pretende impor maior rigor para evitar o desenvolvimento de artefatos bélicos.

Em relação ao Irã, frisou, que “Há tempo para resolver isto pela via da diplomacia, sempre prefiro resolver estas questões de maneira diplomática, mas o tempo está acabando. O Irã deve atuar com seriedade e o senso de urgência que este momento requer”*.

Os norte-americanos temem especialmente o terrorismo nuclear, razão pela qual, pretendem que haja uma forma de controlar o uso e disseminação de material atômico por parte dos países que detém o controle do ciclo, ou já adotam a energia nuclear para fins pacíficos.

Para Teerã, a situação está se estreitando devido à postura das lideranças iranianas de que manterão o “Programa Nuclear” tal qual está. O vice-presidente do “Comitê de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento Iraniano”, Esmail Kowsari, declarou que não haverá suspensão do “enriquecimento de urânio” e fez declaração ameaçadora de que o seu Governo adotará uma “diplomacia ativa contra as ameaças e a política hostil”**, perante a “arrogância mundial”**.

Segundo está sendo apontado por observadores, esta será a tendência do comportamento do governo do Irã na Reunião com o “Grupo 5+1” (membros dos “Conselho de Segurança da ONU” + Alemanha) a ser realizada abril, em Istambul, na Turquia e isto tem aumentado as apostas de que um conflito bélico é iminente.

A preocupação dos EUA também se direciona à Coréia do Norte. Pyongyang anunciou em 16 de março o lançamento de um foguete para colocar em órbita um satélite de uso civil. A questão no entanto está sendo tratada como uma provocação, pois o anúncio foi feito poucos dias após os norte-coreanos terem acertado com os estadunidenses que encerrariam seus testes nucleares e de mísseis em troca de auxílio alimentar ao país.

As potências regionais, Coréia do Sul e Japão, estão em “estado de alerta”, juntamente com os EUA, pois consideram que o lançamento mascara um teste de “míssil de longo alcance”, capaz de atingir território japonês e portar “artefato atômico”, razão pela qual os sul-coreanos e os japoneses anunciaram que deixarão suas baterias antimísseis preparadas  para derrubar o míssil norte-coreano, caso ele sofra algum desvio de rota e avance sobre os espaços aéreos desses dois países.

Obama declarou em seu discurso, referindo-se aos norte-coreanos: “Quero me dirigir diretamente aos dirigentes de Pyongyang. Os Estados Unidos não têm intenções hostis em relação ao seu país. Nós queremos a paz. (…). Mas deve ficar claro agora que suas provocações e a continuidade da armas nucleares não garantem a segurança que buscam, a reduzem. (…). Não haverá recompensa para as provocações. Essa época ficou para trás”*.

Analistas creditam que a situação na Península tende a ficar sob controle, uma vez que os chineses, que são os principais aliados de Pyongyang, estão propensos a responder ao teste de mísseis (anunciado como lançamento de satélite) de forma harmônica com os EUA.

Segundo vice-conselheiro para a “Segurança Nacional da Casa Branca”, Ben Rhodes, “os dois líderes (da China e dos EUA) concordaram em coordenar estreitamente sua resposta a esta provocação potencial e em ressaltar nossa grande preocupação aos norte-coreanos, e, se for necessário, coordenar os passos a serem dados depois de um potencial lançamento de satélite”*.

Observadores esperam o encerramento da “2ª Cúpula sobre Segurança Nuclear” para construir cenários sobre o comportamento em relação ao Irã, uma vez que as tendências apontam para maior probabilidade de guerra contra os iranianos, mesmo com as certezas de que, se ocorrer, haverá um abalo irrecuperável no sistema internacional***. De certa forma, intuem, ou apontam para o esgotamento de um “sistema internacional”, esperando apenas o momento da “guerra geral” que o fará ser substituído por outro.

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Fonte Consultada: 

* Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5685899-EI8143,00-Obama+promete+reducao+nuclear+e+adverte+Coreia+do+Norte+e+Ira.html

** Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5683074-EI308,00-Deputado+Ira+nao+negociara+acordo+nuclear+com+grupo.html

*** Ver:

http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=491451&Itemid=1

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Ver também:

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/e-urgente-que-o-ira-aproveite-oportunidade-de-solucao-diplomatica-diz-obama

Ver também:

http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2012/03/25/tempo-urge-para-resolver-crise-nuclear-com-ira-diz-obama.htm

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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