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Na última terça-feira, norte-americanos foram às urnas para escolher o Presidente que sucederá a Barack Obama no Governo dos Estados Unidos (EUA). As eleições foram marcadas por grandes tensões com relação a segurança, tendo sido mobilizados mais de 5 mil policiais para garantir a proteção dos cidadãos. Os oficiais ficaram espalhados pelos 1,2 mil locais de votação, além de fechar o trânsito dos principais pontos de Manhattan e Nova York, onde votaram os candidatos à Presidência.

Na quarta-feira, após a apuração dos votos, foi constatado que Donald John Trump, de 70 anos, será o sucessor na Casa Branca de Barack Hussein Obama, de 55. A princípio, e até o presente momento, a notícia deixou o mundo surpreso pela de decisão sobre quem será o novo Presidente, chegando o jornal El País a chamá-lo de defensor da “tortura, bombardeio de crianças e mulheres, da deportação de milhões de imigrantes e da construção de um muro na fronteira do México”.

Todavia, enquanto o mundo se preocupa em como a política dos EUA será exercida nos próximos anos com a presidência de Trump, Obama mostrou que pretende continuar reafirmando seu projeto, para garantir um legado, atuando nesse sentido até o dia da posse do novo mandatário, e uma das formas encontradas para isso foi finalizar assuntos inacabados, como, por exemplo: o fechamento da prisão de Guantánamo, uma de suas dívidas de herança mais dolorosas; e a questão do Tratado de Livre Comercio Trans-Pacífico (TPP na sigla inglesa).

Logo que assumiu o posto como Presidente, em 2009, Obama estabeleceu um decreto confirmando que a prisão de Guantánamo seria desativada dentro de um ano, no entanto, a tentativa não se consolidou. Primeiro, devido a obstrução do Congresso, frente a decisão que visava a saída dos presos potencialmente perigosos daquela prisão para outra em território estadunidense e, segundo, devido a distração do Presidente, diante do cenário econômico internacional na época.

A questão do Tratado de Livre Comercio, estabelecido em 5 de outubro do ano passado (2015), também se tornou prioridade na lista de Obama até o fim de seu mandato. O TPP visa cortar barreiras comerciais e definir padrões comuns a 12 Estados, entre eles estão Japão, Chile, Nova Zelândia, Peru, Vietnã e México. O principal objetivo é reduzir e até mesmo eliminar tarifas entre os países signatários para a comercialização de alguns bens e serviços. Porém, é necessário que Obama consiga a aprovação do Senado para que o Tratado entre em vigor, e é esta aprovação que ele vem lutando para que ocorra.

Segundo analistas internacionais, Obama teve dois mandatos com oportunidade para produzir um expressivo legado, sendo assim, o que acontecer até o dia da posse de Trump, 20 de janeiro, não mudará de forma substancial o que for deixado por ele, no entanto, ele mostrou que quer tentar. Enquanto isso, cumprirá suas agendas e, ainda nesta semana, visitará a Alemanha, o Peru e a Grécia. Uma visita de despedida de um mundo que, com algumas exceções, viu um sinal de esperança e vitória em seus oito anos na Presidência.

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ImagemObama na Sala Verde da Casa Branca, juntamente com a esposa Michelle e as filhas Sasha e Malia, em 2009” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Barack_Obama#/media/File:Obama_family_portrait_in_the_Green_Room.jpg

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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