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ONU, Federação Russa e a Militarização do Espaço

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A Federação Russa propôs na ONU um projeto de banimento de armas espaciais em órbita. A proposta foi votada e acabou sendo rejeitada, contando com votos favoráveis da Síria e da China. A Delegação NorteAmericana, em reposta à proposta, declarou que a exposição dos conceitos de arma espacial nela contida é superficial, abrindo margem a interpretações divergentes[1]. Essa não foi a primeira tentativa da Federação Russa em passar uma Resolução na ONU para restrição da militarização do espaço. Em 2014, também foi apresentada uma proposta, que foi votada e reprovada.

Estados Unidos e China tem projetos de armas espaciais particulares, desde mísseis para destruição de satélites, até um misterioso projeto de ônibus espacial, especificamente trabalhado com a Força Aérea NorteAmericana, que tem levantado dúvidas a respeito de seus fins pacíficos.

Conforme apontam especialistas, a argumentação da Delegação NorteAmericana, apesar de plausível, limita a possibilidade de uma busca sobre a especificação dos conceitos de armas a serem restringidas ou não no espaço, pois os seus desenvolvimentos e progressos são feitos de maneira confidencial. Apontam que, por isso, é possível entender os motivos pelos quais a Rússia busca uma Resolução da ONU, baseando-se na procura por uma especificação dos tipos de armas e tecnologias espaciais que são apresentadas atualmente, para que haja transparência, dentre elas as norte-americanas.

Corridas armamentistas de outrora tinham o mesmo aspecto de ascensão competitiva frente à perspectiva de se fazer a guerra, por isso, superavam, quase sempre, a vontade de se cooperar nos avanços tecnológicos pacíficos. Hoje, os atores são diferentes, possuem diferenças culturais e políticas, mas também aproximações e estão lastreados pela opinião pública nacional e internacional, que lhes fazem permanecer no campo do debate diplomático.

Conforme se tem observado na mídia e em canais especializados, China, Rússia e Estados Unidos já desenvolvem armamentos para operação no Espaço. Nesse sentido, é uma confirmação de que a corrida armamentista transgrediu o espaço territorial nacional, tanto que também pode ser analisada nos próprios centros de debate sobre a Antártida e o Ártico, havendo territórios não nacionalizados que são fatiados em acordos internacionais, embora a sociedade civil internacional careça de debates em relação à realidade científica que exija a ação nesses lugares.

O mesmo se dá com a exploração espacial. Em função disso, observadores e estudiosos apontam que a relação de poder que esta questão traz irá acrescentar muitos problemas para os já conturbados assuntos políticos e do dia-a-dia atuais, razão pela qual a nova relação de poder gerada pelas contemporâneas questões espaciais precisa ser analisada e trabalhada.

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Imagem (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/89/STS-116_spacewalk_1.jpg/1024px-STS-116_spacewalk_1.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] VerU.S. Rejects RussiaLed UN Proposal to Limit Militarization of Space” (Publicado em 5 de novembro de 2015):

http://www.themoscowtimes.com/business/business/article/us-rejects-russia-led-un-proposal-to-limit-militarization-of-space/541925.html

Daniel Costa Sampaio - Colaborador Voluntário Júnior

Pósgraduado em Ciência Política (IUPERJ) e Bacharel em Relações Internacionais (UCAM). Experiência profissional em Representação Comercial e atualmente Gerente de Projetos e Novos Negócios na Prefeitura do Rio de Janeiro. No CEIRI Newspaper escreve no grupo Europa desde março de 2013, em que desenvolve publicações com ênfase na Política Externa Russa.

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