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A oposição síria reuniu-se em resposta a ação de Bashar Al-Assad de solicitar ao grupo de intelectuais opositores que se reuniram nesta semana, que trabalhassem na reforma da Constituição do país.

 

Segundo divulgado pela mídia internacional, forças políticas de oposição se reuniram no “Comitê Nacional para a Mudança Democrática”*, que será liderado pelo advogado de “Direitos Humanos”, Hassan Abdul Azim, com o fim de ser o canal de reunião das oposições na Síria, abrigando os mais variados grupos, incluindo socialistas, comunistas, curdos, membros de “Câmaras de Comércio” etc.

Os opositores perceberam a estratégia de Assad ao reunir os intelectuais críticos do governo, incumbindo-lhes a missão de  pensar a reestruturação do Regime enquanto ganharia tempo para esfriar o processo revolucionário que vive o país.

Os grupos agora reunidos miram-se no exemplo líbio onde o “Comitê Nacional de Transição” (CNT) passou a ser reconhecido como o governo legítimo da Líbia por várias nações e começa a se institucionalizar neste país.

Analista afirmam que, apesar de serem realidades, ou momentos distintos nos dois países em seus respectivos processos de rebelião, a iniciativa pode se tornar um instrumento de pressão capaz de receber o apoio dos países no sistema internacional que ainda se opõem a uma Sanção da ONU contra o governo Assad. Ademais, a iniciativa passa a se constituir como uma forma de anular a cisão que o mandatário sírio está tentando instalar na rebelião.

Imediatamente após a constituição do Comitê, os opositores que responderam positivamente a Assad acerca do pretendido processo transitório para mudança de regime político, perceberam que ficariam isolados, ou acabariam sendo identificados com o “status quo” governamental, algo que representaria um suicídio político, principalmente devido ao fato de todos estarem acreditando que o Regime ruirá, cedo ou tarde.

Respondendo aos demais opositores, estes intelectuais impuseram ao governo oito condições para participarem da reunião, denominada “Diálogo Nacional”, que foi marcada para o dia 10 de julho, dentre elas: o reconhecimento do levante popular; a permissão para manifestações pacíficas, a suspensão das ações do Exército contra os civis e a libertação dos presos políticos.

Segundo os analistas, não se acredita que o mandatário acatará as reivindicações, por isso o Comitê acabará tornando-se o refúgio também dos grupos que Assad tenta cooptar e tenderá a se constituir como o fator de catalização da oposição e de canal concreto de disseminação da rebelião no país. Apostam ainda que a tendência será o aumento da violência e da polarização entre as partes.

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Fonte: http://america.infobae.com/notas/28245-La-oposicion-siria-acordo-unirse-contra-Assad


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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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