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[:pt]Os desafios da água limpa e saneamento na economia brasileira: evidências do Banco Mundial[:]

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Se o Brasil pode ser uma importante fonte de informações e boas práticas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) relacionados à pobreza e à fome, o mesmo não se pode falar daqueles voltados para a melhoria da infraestrutura e do equilíbrio com o planeta. Apesar de abrigar um quinto das reservas hídricas do mundo, a abundância não é capaz de garantir o acesso universal à água própria para o consumo, muito menos o saneamento, contemplada no ODS nº 6. A constatação vem do Banco Mundial, no Novo Diagnóstico Sistemático de País, onde se analisa como os recursos naturais podem contribuir para o desenvolvimento econômico nacional.

Meta_6_Quotes_2-640x640De acordo com o estudo do Banco Mundial, apesar de 82,5% dos brasileiros terem acesso a água, apenas 43% dos domicílios – entre os 40% mais pobres do país – têm vasos sanitários ligados à rede de esgoto. O problema é mais grave porque uma parte considerável da economia brasileira depende da água, considerando que 62% da energia do país é gerada em usinas hidrelétricas e 72% da água disponível para o consumo é destinada à irrigação na agricultura. Além disso, a agricultura e o agronegócio são responsáveis por 8,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, colocando o país como o segundo maior exportador de alimentos do mundo.

Diante dos achados, o Banco Mundial destaca o desperdício de água pelas empresas de abastecimento – 37% em média –, o excesso de pessoal, os custos operacionais elevados e uma estrutura tarifária ultrapassada, incapaz de gerar serviços mais eficientes e sustentáveis. Portanto, o resultado é a insuficiência de capital para aumentar a cobertura e para tornar a infraestrutura mais resistente a eventos climáticos extremos, como secas e inundações.

O estudo também acrescenta que a qualidade de vida dos brasileiros mais pobres está fortemente relacionada com a gestão da água e de outros recursos naturais, fortalecendo indiretamente o discurso das Nações Unidas sobre a transversalidade dos objetivos contidos na Agenda 2030.

O ODS nº 6, voltado para a água limpa e saneamento, trata do acesso universal e equitativo à água potável, o acesso ao saneamento, a eliminação de despejo de produtos químicos, o aumento da reciclagem e da reutilização segura da água, a implementação da gestão integrada dos recursos hídricos e a proteção dos ecossistemas relacionados com a água – como florestas, rios, aquíferos e lagos.

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Imagem (Fonte):

http://cdn.globalgoals.org/2015/09/Meta_6_Quotes_2-640×640.jpg

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João Antônio dos Santos Lima - Colaborador Voluntário

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.

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