LOADING

Type to search

Share

Na última sexta-feira, 13 de janeiro, a agência de classificação “Standard and Poor’s” (S&P) reduziu* a nota da dívida soberana da França em um grau, de AAA (a qualificação máxima) para AA+ (a segunda melhor nota).

 

A queda da nota francesa não foi uma surpresa, pois já era um choque esperado. Analistas apontam que, apesar da perda do “Triple A”, em si,  o acontecimento não é uma catástrofe econômica, mesmo porque, das três agências mundiais de notação, só uma, até o momento, decidiu relegar a França ao “segundo escalão”.

A agência de classificação de risco “Moody’s” não seguiu esta tendência e declarou** que mantém a nota AAA da França. Concretamente, apesar de ainda na ter gerado uma catástrofe, a decisão da S&P terá consequências ao financiamento na França: o Estado e as coletividades locais vão pagar mais pelos empréstimos contraídos.

A situação tem sido negativa na Europa. Além da França, a Áustria também perdeu a nota AAA da S&P e, de 17 países da “Zona do Euro”, 9 foram rebaixados. A S&P baixou em dois níveis as notas da Itália, Espanha, Portugal e Chipre. França, Áustria, Malta, Eslováquia e Eslovênia caíram um degrau na classificação. Já a Alemanha, a Finlândia, a Holanda e Luxemburgo conseguiram manter o “Triple A”.

O efeito cascata também afetou o “Fundo Europeu de Estabilidade Financeira” (FEEF). A S&P anunciou*** nesta segunda-feira, 16 de janeiro, o rebaixamento também da nota de risco de crédito para os títulos emitidos pelo FEEF, de AAA para AA+ (como dito, a segunda melhor nota). Já em dezembro de 2011****, outra agência de classificação de risco, a “Fitch”, havia ameaçado rebaixar a nota de crédito do FEEF.

O FEEF está enfrentando a desvalorização porque sua avaliação está intimamente ligada à dos seus países-membros. A forma como o FEEF foi arquitetado implica que a sua capacidade de empréstimo está agora reduzida. A nota do FEEF depende dos € 726 bilhões em garantias fornecidas pelos países da “Zona do Euro”. Desse valor, França e Alemanha sozinhas são responsáveis por € 369,6 bilhões, sendo a França responsável por € 158,5 bilhões de garantias no Fundo.

Apesar da queda de nível da notação francesa não ter sido uma surpresa, ficou evidente principalmente que os Estados-membros da “Zona do Euro” não têm um plano B para esta situação. Para a imprensa europeia, a queda da nota de nove países do Bloco europeu apenas confirmou o que os mercados e os dirigentes já sabiam há muito: as dificuldades da “Zona do Euro” devem-se, sobretudo, à falta de consenso e coordenação entre os países-membros para a resolução da crise. Neste cenário, o sonho do Federalismo europeu, com prosperidade e “União Política” com confiança está muito longe de ser atingido.

—————————————-

Fontes Consultadas:

*Ver:

http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bolso/tag/nota-aaa/

**Ver:

http://www.brasileconomico.com.br/noticias/moodys-mantem-nota-aaa-da-franca_111755.html

***Ver:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1035045-sp-rebaixa-nota-de-credito-do-fundo-de-estabilidade-europeu.shtml

Tags:
Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.