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[:pt]Os trens de alta velocidade e a reestruturação do espaço sueco[:]

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A Suécia é um país com pequeno território no Norte da Europa, cujas ações cotidianas são fixas em valores de liberdade e de igualdade, o que a torna referência na classificação de desenvolvimento humano. Nesse sentido, os suecos desejam um futuro capaz de manter a qualidade de vida que já possuem, mas com outro componente, por meio da formação de uma infraestrutura eficiente e sustentável.

As estatísticas suecas projetam um crescimento de aproximadamente 12 milhões de pessoas no país, em 2035, o que impulsiona os tomadores de decisão a, pelo menos, dois questionamentos: sobre qual modalidade utilizar para o transporte de tamanho quantitativo; e como fazer isso sem afetar negativamente o meio ambiente. A resposta eficaz para esta equação política tem sido o trem de alta velocidade (TAV), visto que o mesmo permite a locomoção das pessoas a grandes distâncias, em baixo tempo, e garante a não emissão de gases de efeito estufa na atmosfera do país.

O Governo sueco planeja construir um ramal de TAV nos próximos anos, por meio da companhia Statens Järnvägar (SJ), o qual faria a ligação entre Estocolmo e Gotemburgo e Estocolmo e Malmö, cujas viagens teriam duração de 2 horas e 2,5 horas, respectivamente. Na prática, os trens com saída de Estocolmo para a região Oeste e Sul da Suécia partiriam a cada 6 minutos e na direção oposta a cada 12 minutos, em horário de pico. A título de exemplo, isto significa que um indivíduo morador de Jönköping, no interior da Suécia, poderia chegar em Gotemburgo em 40 minutos, e em Malmö na faixa de 1 hora e 10 minutos.

O maior benefício do TAV, sem dúvidas, é o deslocamento de pessoas no Leste, Oeste e Sul da Suécia. Todavia, é imprescindível salientar o efeito da reestruturação no espaço físico do país, visto que as cidades passariam a experimentar um movimento de pêndulo no âmbito regional, a partir da abertura de novos empreendimentos e da concorrência entre os mesmos, conforme se observa na descrição de Crister Fritzson (CEO da SJ) e de Jan Sundling (Conselho da SJ) em que, “na prática, significa uma amálgama na região Sul da Suécia, e permite que empresas internacionais desejem localizar suas sedes aqui, em vez de, por exemplo, Berlim, Munique, Bruxelas e Manchester”.

Consoante a opinião dos analistas, é louvável o plano de ação que os suecos desejam executar, pois o mesmo contribuirá para o avanço da transformação do espaço regional de modo a auferir melhores condições de vida no interior do país à futura população. A ideia é viável sob o prisma econômico e ambiental, à medida que intensifica a criação e a atração de novos polos de negócios e torna consistente a coerência das ambições suecas de ser independente de combustíveis fosseis até 2030.      

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ImagemSuécia – Localização” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c4/Sweden_-_Location_Map_%282013%29_-_SWE_-_UNOCHA.svg/1024px-Sweden_-_Location_Map_%282013%29_-_SWE_-_UNOCHA.svg.png

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Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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