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[:pt]Os últimos desdobramentos do pleito presidencial estadunidense[:]

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A disputa presidencial à Casa Branca entre a candidata democrata Hillary Clinton e Donald Trump, candidato republicano, atingiu uma nova etapa com o início dos debates televisivos, uma ferramenta eleitoral fundamental que auxilia na definição final da imagem dos candidatos perante um número maior de eleitores. O primeiro encontro entre os dois postulantes à Presidência, ocorrido na Universidade Hofstra, Nova Iorque, na última segunda-feira, 26 de setembro, seguiu essa tendência e obteve a maior audiência da história dos debates, índice relevante, pois permitiu ao grande público acesso aos candidatos, no que tange principalmente as suas personalidades e às propostas de governo.

De acordo com observadores e analistas consultados, o palco político estadunidense está disposto em duas interpretações distintas sobre as bases do atual contexto político, econômico, social e geopolítico do país, com Hillary Clinton mantendo uma postura pública coerente aos preceitos de um político tradicional, enquanto Trump se esforça para apresentar uma vertente de oposição às mesmas credenciais políticas seguidas por sua oponente, classificadas pelo referido como bases do establishment a ser combatido.

Ainda sobre o evento, Clinton demonstrou maior equilíbrio e coerência na apresentação de dados e propostas. O fato de não ser interpelada pelo moderador Lester Holt sobre imigração, Benghazi, Fundação Clinton, bem como sua conta de e-mail privada como ferramenta de comunicação governamental, fez com que a candidata pudesse explorar seus pontos fortes e manobrar sobre suas contribuições e experiências políticas vivenciadas principalmente como Secretária de Estado da primeira administração do presidente Barack Obama.

Quando confrontada optou, em algumas circunstâncias, por recuar, talvez preservando material para os próximos dois debates. Agiu assim ao refutar críticas no âmbito de política externa e não explicar a cisão recente no Oriente Médio, a questão da modernização nuclear e os planos para modernização do aparato militar. Em contrapartida, o magnata do setor imobiliário, Donald Trump, optou por uma apresentação mais agressiva e direcionada às reais competências da candidata democrata, retratando-a em determinados momentos do debate como uma candidata que está na cena política há muito tempo e não teria muito a acrescentar para os Estados Unidos voltarem a ser a grande nação, tal como vem propondo em sua estratégia política ao longo da campanha.

Contudo, o posicionamento no curso do debate, com argumentos mais gerais, pode ter enfraquecido a imagem de Trump, uma vez que seu objetivo, segundo a estratégia adotada por seus assessores, deveria estar direcionada para angariar apoio das comunidades minoritárias que compõem a sociedade. Porém, a tendência de recrudescer a políticas dos tempos de Richard Nixon (1969-1974), como o “stop and frisk”, cujos alvos prioritários dos agentes de segurança da época eram negros e latinos, poderá acarretar no direcionamento desse núcleo social para Clinton, que goza de maior aceitação, se comparada ao magnata republicano.

Para os próximos dois debates, que ocorrerão nos dias 9 e 19 de outubro, a condução para democratas e republicanos demandará esforços cuja temática deverá estar alinhada com as esferas sociais e econômicas, matrizes essas que consolidariam não só a liderança nas pesquisas, como também possibilitaria na equação minimizar os índices de rejeição que ambos os candidatos possuem perante a opinião pública norte-americana.

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Imagem (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2a/Trump_%26_Clinton.jpg

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Victor José Portella Checchia - Colaborador Voluntário

Bacharel em Relações Internacionais (2009) pela Faculdades de Campinas (FACAMP), Especialista em Direito Internacional pela Escola Paulista de Direito (EPD) e Especialista em Política Internacional pelo CEIRI (Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais). Atuou em duas grandes multinacionais do setor de tecnologia e na área de Cooperação Internacional na Prefeitura Municipal de Campinas com captação de recursos externos, desenvolvimento de projetos na área econômica e comercial e buscando oportunidades de negócios para o município. Atualmente é Consultor de Novos Negócios na Avanth International em Campinas/SP. Escreve semanalmente sobre América do Norte com foco nos Estados Unidos.

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