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[:pt]Países balcânicos ficam divididos após resultado da eleição estadunidense[:]

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A vitória de Donald Trump impressionou inúmeras pessoas ao redor do mundo. As pesquisas eleitorais que colocavam o candidato Republicano atrás de sua opositora Democrata, Hillary Clinton, não se demonstraram corretas nas urnas. As reverberações também foram muitas na região dos Bálcãs ocidentais, na qual todos os países têm delicadas relações com os Estados Unidos, sendo algumas mais profícuas, como é o caso kosovar, mas outras com maior animosidade, como se dá no caso sérvio. De acordo com o site sérvio B92, a diáspora iugoslava nos EUA se mostrava extremamente dividida antes das eleições, com a população de origem étnica sérvia apoiando Donald Trump, enquanto albaneses, bósnios e montenegrinos apoiando a candidata Democrata.

Deixando os apoios pré-sufrágio de lado, o resultado trouxe incerteza aos países da região. Para os governantes balcânicos havia sensação de estabilidade com a hipótese de Clinton chegar à Casa Branca. Mesmo que o casal Bill e Hillary seja considerado o casal “mais odiado na Sérvia”, devido aos bombardeios da antiga República Federativa da Iugoslávia pela OTAN, em 1995 e 1999, que foram realizados sob o comando de Bill Clinton, poucos políticos balcânicos apoiavam o candidato Republicano. A exceção é o líder nacionalista sérvio, Vojislav Seselj, que apoiou Trump e chamou os “irmãos sérvios nos Estados Unidos a apoiarem o Republicano”.

Sob caráter governamental, o Primeiro-Ministro da Sérvia, Alexsandar Vucic, parabenizou Trump pela vitória e espera que os dois países continuem mantendo frutíferas relações bilaterais. Pelo lado croata, o primeiro-ministro Andrej Plenkovic congratulou o 45º presidente dos Estados Unidos e reiterou o apoio às alianças com os Estados Unidos, dos quais são parceiros via OTAN e União Europeia.

A parceria dos países balcânicos com a OTAN, por sua vez, é levada com cautela, devido ao relacionamento conflituoso que o novo Presidente estadunidense tem com a Organização. A Eslovênia, terra natal da nova primeira-dama estadunidense, Melania Trump, é tida como uma beneficiária dos resultados. A pequena cidade de sua origem, Sevnica, com seus 5 mil habitantes, espera um boom no turismo local após a vitória eleitoral de Trump. O primeiro-ministro, Miro Cerar, congratulou a sua conterrânea e seu marido pela vitória, salientando igualmente saber que “o presidente eleito já conhece o bastante da Eslovênia”.

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ImagemTrump discursando durante conferência anual da Conservative Political Action Conference em 2010” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump#/media/File:Donald_Trump_by_Gage_Skidmore_3.jpg

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Matheus Felten Fröhlich - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Sociais pela PUC-RS. Bacharel em Relações Internacionais (2014), pelo Centro Universitário Univates de Lajeado - RS, realizou estudos em Segurança Internacional na Högskolan i Halmstad em Halmstad, Suécia (2013). Áreas de interesse em pesquisa são em Política Internacional, Segurança Internacional, Península Balcânica e etnias nas Relações Internacionais.'

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1 Comments

  1. maria josé gil conde 14 de novembro de 2016

    Bom, dá vontade de dizer, que atualmente nada surpreende! Quanto a postura perante todo o mundo, efetivamente, terá de burilar as mesmas com carácter intensivo. Porém, ele é assim! Um presidente, seja ele quem for e de onde for, deve ser um espelho do país que representa! Porém, ele está ligado às Finanças, todavia, agora há que esperar pela sua atuação face ao desemprego vigente pelos EUA. Contudo, desemprego há por todo o lado. Custa falar de alguém a quem se não conhece! Mas, ele terá de ter muito cuidado, pois já existe imensa divisão nos EUA. E, deve-se dizer, que como Secretário de Estado, difícil encontrar outro como John Kerry! Portanto, ele ficará entre uma espada de dois gumes, o que não será agradável. No aspeto de emigrantes ilegais, seja onde for, primeiro deve dar uma oportunidade de fazer uma séria triagem; segundo, a partir daí, então já se poderá pronunciar…legalmente. Mas, nos EUA todo o sistema governativo é muito complexo, muito difícil e ninguém deve ocupar um lugar por mera vaidade, aliás como em qualquer lado. É uma responsabilidade enorme, porque há milhões de vidas entre mãos. E o mundo, mais do que nunca, tem de procurar a paz e o entendimento entre os povos.

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