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Países Nórdicos buscam maior cooperação em Defesa

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Na última sexta-feira, dia 10 de abril, os Ministros da Defesa da Suécia, Dinamarca, Noruega e FinlândiaPeter Hultqvist, Nicolai Wammen, Ine Eriksen Søreide e Carl Haglund, respectivamente –, juntamente com o Ministro das Relações Exteriores da Islândia, Gunnar Bragi Sveinsson, anunciaram o aprofundamento da cooperação entre os países nórdicos na área de Defesa.

De acordo com o comunicado[1], esta nova etapa da política nórdica busca o crescimento no número de exercícios militares realizados em conjunto, de uma maior cooperação entre as indústrias de grande importância para a Defesa, além do aprofundamento das trocas de informações de Inteligência, bem como num tratamento conjunto de materiais cibernéticos.

Vale ressaltar que uma maior cooperação nórdica em assuntos de Defesa tivera início em 2009, com a criação da Nordic Defense Cooperation, ou NORDEFCO[2].

De acordo com o texto assinado pelos Ministros, o aprofundamento da cooperação nórdica nessas questões dá-se em resposta às recentes políticas conduzidas pelo Governo Putin. Nas suas palavras, “a agressão russa contra a Ucrânia e a anexação ilegal da Crimeia são violações do direito internacional e de outros acordos internacionais. A conduta da Rússia representa o mais grave desafio para a segurança europeia. Como consequência, a situação de segurança nas áreas adjacentes dos países nórdicos [leia-se, países bálticos] deteriorou significativamente durante o ano passado (…) temos de estar preparados para enfrentar possíveis crises ou incidentes[1].

Para a analista norueguesa Janne Haaland Matlary, especialista em questões de Defesa, a declaração dos ministros nórdicos cria as condições necessárias para uma futura e rápida adesão da Suécia e da Finlândia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), uma vez que os exercícios militares em conjunto irão ocorrer “no padrão OTAN”. Para Matlary, “não há motivos, hoje, para a Suécia e Finlândia aderirem à OTAN, uma vez que a opinião pública não está suficientemente assustada, e um referendo se faz necessário para tal. Mas o que está acontecendo agora ainda parece uma preparação para a adesão[3].

Em resposta à ação nórdica, o Ministério das Relações Exteriores Russo afirmou em nota que a criação desta nova etapa da cooperação defensiva coloca em risco o “envolvimento positivo[4] estabelecido entre as partes nas últimas décadas. Ademais, o Ministério criticou a ausência de um diálogo maior entre os países nórdicos e a Rússia sobre questões recentes da política internacional, bem como a tentativa, nestes países, de criar na opinião pública de seus países uma sensação de hostilidade, alegadamente “emanadas” pela Rússia.

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Imagem (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2e/Nordiske-flag.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.aftenposten.no/nyheter/uriks/Russian-aggression-Nordic-states-extend-their-military-cooperation-7975109.html

[2] Ver:

http://www.nordefco.org/

[3] Ver:

http://www.thelocal.dk/20150410/defence-ministers-respond-to-russian-aggression

[4] Ver:

https://euobserver.com/foreign/128297

Thiago Babo - Colaborador Voluntário

Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (Usp); Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc-SP). Colaborador do Núcleo de Análise da Conjuntura Internacional (NACI) e do Núcleo de Estudos de Política, História e Cultura (Polithicult). Experiência profissional como consultor de negócios internacionais. Atua nas áreas de Política Internacional, Integração Europeia, Negócios Internacionais e Segurança Internacional. No CEIRI NEWSPAPER é o Coordenador do Grupo Europa.

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