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Paulo Sérgio Pinheiro assume Missão da ONU na Síria

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O ex-ministro de “Direitos Humanos” (Secretário Especial de Direitos Humanos da Presidência da República – Secretaria com status de Ministério) do governo Fernando Henrique Cardoso, ocupando o cargo entre 2001 e 2003, foi indicado para chefiar a Missão da ONU na Síria com o objetivo de apurar as acusações de desrespeito aos “Direitos Humanos” do governo de Bashar Al Assad.

 

O grupo  a ser chefiado por Pinheiro é composto pela turca Yakin Ertuerk, uma pesquisadora acadêmica, professora de Sociologia da Universidade Técnica do Oriente Médio em Ancara (desde 1986) e ex-relatora especial sobre violência contra a mulher; e pela norte-americana Karen Abu Zayd, que é comissária-geral de “”, ou seja, da “Agência de Ajuda e Trabalho das Nações Unidas Ajuda para Refugiados Palestinos no Oriente Próximo”  (Unrwa / “United Nations Relief and Works Agency for Palestine Refugees en Near East)

A Missão, intitulada “Comissão de Inquérito Independente da ONU para a Síria” terá até novembro deste ano (2011) para apresentar um relatório em que sejam esclarecidos os fatos que estão ocorrendo no país, pois o governo sírio tem impedido a entrada de jornalistas e observadores estrangeiros. Por esta razão, está sendo atribuída grande importância à tarefa.

Além da falta de transparência adotada até o momento, Assad tem resistido a qualquer tentativa de negociação com a comunidade internacional para reduzir a violência no país, já que nega que ela esteja ocorrendo. Neste sentido, a iniciativa pode representar um passo importante para que as potência mundiais busquem uma ação conjunta para o caso sírio, algo impraticável até  momento.

O ex-Ministro declarou que o problema será convencer o mandatário sírio a contribuir de alguma maneira com o trabalho, pois senão haverá prejuízos no resultado das investigações, certamente interferindo na avaliação final.

A questão está em que, quando isto ocorre, geralmente o governo fica sem apresentar a sua perspectiva e o posicionamento geral tende a ser contrário aos governantes, independente dos erros e acertos que possam ter cometido, já que as observações ficam fragmentadas graças às dificuldades impostas e as acusações feitas contra as autoridades acabam respaldadas pela postura adotada por elas.

Nas palavras do Paulo Sérgio Pinheiro, “O argumento que tenho usado há muito tempo em outras missões na ONU é que é muito mais interessante o Estado-membro em questão nos deixar entrar no país e colaborar com as investigações porque dessa forma o governo terá uma garantia que sua perspectiva vai estar no relatório, que devemos entregar até novembro”*.

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* Fonte:

Ver: http://www.dci.com.br/Brasileiro-diz-que-maior-desafio-e-colaboraca-de-Assad-9-390559.html

Ver: http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2011/09/13/professor-brasileiro-chefiara-comissao-da-onu-de-inquerito-para-siria/


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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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