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Pentágono divulga documento com Estratégia Militar dos EUA

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No último dia 1º de julho, o Pentágono divulgou o documento que trata sobre diretrizes da estratégia militar dos Estados Unidos da América (EUA). Essa é a primeira atualização do documento desde 2011 e, segundo o Governo norteamericano, esta renovação da estratégia busca refletir sobre novos desafios à segurança mundial, na qual os Estados Unidos estão lidando não apenas com atores tradicionais como a Rússia e a China, mas também com novas redes e grupos terroristas, tais como o Estado Islâmico[1].

O texto assinala que, no presente, os EUA estão mais propensos a enfrentar longas campanhas do que conflitos com desfecho rápido, em razão dos novos desafios à segurança e a rápida mudança tecnológica, que tem sido aproveitada por essas forças. O Documento aponta países como Coreia do Norte, Irã e Rússia como ameaças agressivas para a paz mundial. Além desses, o texto ainda menciona a China, entretanto, ressalva que o Governo norteamericano quer apoiar a ascensão chinesa além de incentivar o país a se tornar um parceiro, visando maior segurança internacional[2].

No entanto, o Documento sinaliza que nenhum desses países tem procurado estabelecer um confronto militar direto com os Estados Unidos ou seus aliados. Adicionalmente, ressalta que, no presente, o envolvimento direto numa guerra entre os Estados Unidos e uma grande potência é baixo. Em contrapartida, a tendência é que o Governo norteamericano venha a ter cada vez mais participação em conflitos híbridos (que reúne forças regulares e irregulares) como no combate ao Estado Islâmico, assim como nos rebeldes apoiados pelos russos na Ucrânia[3]. No que se refere à Rússia, o texto argumenta que as ações militares russas estão destruindo a segurança regional, através de forças que atuam por procuração[4].

No dia seguinte a divulgação do documento pelo Pentágono, o Governo da Rússia afirmou que a Nova Estratégia Militar dos Estados Unidos não visa melhorar suas relações com os russos, mas sim estabelecer um cenário de confrontação. Segundo o Governo russo, a estratégia dos Estados Unidos não respeita alguns princípios básicos entre os países, tais como a soberania, além de buscar usar a força para fazer valer seus objetivos. Dmtry Peskov, PortaVoz do Kremlin, reitera essa ideia pontuando que o documento revela uma atitude de confronto e não objetiva normalizar as relações bilaterais dos dois países[5].

De um lado, os Estados Unidos e seus aliados afirmam que a Rússia tem buscado uma política agressiva em seu entorno regional a despeito, especialmente, pelo conflito na Ucrânia. Já o Governo russo assinala que os EUA e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) buscam uma política ofensiva e de confronto com a Rússia, haja vista o avanço da Organização para o leste. Além disso, Vladimir Putin, Presidente da Rússia, afirmou durante o Fórum Econômico Internacional em São Petersburgo, que osEstados Unidos saíram do Tratado ABM (Tratado de Mísseis Antibalísticos) em 2001, empurrando assim a Rússia para uma nova corrida[6]. Já Ashton Carter, Secretário de Defesa dos EUA, declarou que os Estados Unidos esperam que a Rússia deixe para trás sua política retrógada, talvez não durante o Governo de Putin, mas em algum momento no futuro, e adote uma política mais avançada e flexível[7].

Por fim, compete destacar ainda que o Documento apresentado pelo Pentágono revela uma série de preocupações do Governo norteamericano, que dão conta sobre as capacidades dos Estados Unidos em garantir a superioridade tecnológica sobre seus adversários e, nos conflitos com grupos e redes terroristas como o Estado Islâmico, que a superioridade tecnológica poderá não ser a garantia de vitória[8]. Logo, após a divulgação do documento, o Gen. Martin Dempsey, Chefe EstadoMaior dos EUA, ressaltou que o sucesso daestratégia norte-americana depende cada vez mais de uma rede de parceiros e aliados. Portanto, o Governo estadunidense tem buscado trabalhar para solucionar problemas por meio de políticas comuns, mensagens compartilhadas e, ainda, uma ação coordenada a fim de promover a segurança coletiva[9].

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Imagem (Fonte):

http://rt.com/op-edge/271243-us-pentagon-military-strategy-russia/

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.defensenews.com/story/breaking-news/2015/07/01/pentagon-releases-new-national-military-strategy/29564897/

[2] Ver:

Idem.

[3] Ver:

https://drive.google.com/viewerng/viewer?url=http://www.jcs.mil/Portals/36/Documents/Publications/2015_National_Military_Strategy.pdf

[4] Ver:

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN0PC1A120150702

[5] Ver:

http://br.sputniknews.com/defesa/20150622/1359148.html

[6] Ver:

Idem.

[7] Ver:

Idem.

[8] Ver:

http://www.defensenews.com/story/breaking-news/2015/07/01/pentagon-releases-new-national-military-strategy/29564897/

[9] Ver:

Idem.

Jessika Tessaro - Colaboradora Voluntária Júnior

Pós-graduanda do curso de Especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É Graduanda do Curso de Políticas Públicas da UFRGS e bacharel em Relações Internacionais pela Faculdade América Latina Educacional. No presente, desenvolve estudos sobre a geopolítica e a securitização dos Estreitos internacionais e Oceanos.

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1 Comments

  1. Caroline 11 de julho de 2015

    Deus abençoe a América!

    Responder

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