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Personalidades francesas discutem a importância do esporte como ferramenta de diplomacia e política externa

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Em abril do corrente ano, ocorreu o lançamento do livro “Le Sport, C’est Bien Plus que du Sport” (não publicado no Brasil), escrito por Pascal Boniface, diretor do “Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas” (IRIS) da França; por Denis Masseglia, presidente do “Comitê Nacional Olímpico e Esportivo Francês” (CNOSF) e publicado pela “JC Gawsewitch Editeur”. Na ocasião, o presidente do CNOSF concedeu uma entrevista explanando sobre o esporte ser um elemento de soft power*, em especial para a França.

Assevera Masseglia que os resultados esportivos obtidos em grandes competições internacionais e as medalhas conquistadas pelos países em “Jogos Olímpicos” perfazem parte integrante da exposição e projeção externa de uma nação e da imagem de dinamismo que esta usufrui em razão do sucesso esportivo obtido, o qual se torna um elemento por demais significativo para economia, cultura, turismo e prestígio, bem como atua no sentido de fortalecer o sentimento de identidade coletiva da nação.

Outro aspecto relevante destacado por Masseglia diz respeito à capacidade de um país para sediar eventos esportivos de grande magnitude e visibilidade, o que também irá contribuir para acentuar a projeção internacional e o prestígio do país sede. Por esta razão, ressalta Masseglia que candidaturas deste porte devem ser cuidadosa e detalhadamente planejadas, de forma que possam vir a ser exitosas.

Sobre uma possível candidatura de Paris para sediar os “Jogos Olímpicos de 2024”, aponta Masseglia, em primeiro lugar, que tal candidatura não deve ser levada adiante apenas pelo simples prazer de sediar os Jogos, mas deve ser fruto de um projeto meticulosamente planejado e erigido em bases sólidas, que leve em consideração as reais necessidades e aspirações francesas nas relações internacionais.

Outrossim, se faz essencial averiguar se, diante de tal candidatura, os membros do “Comitê Olímpico Internacional” (COI) depositariam seus respectivos votos em Paris, ou seja, se esta gozaria de credibilidade e prestígio perante o COI, haja vista que a concorrência internacional para sediar os “Jogos Olímpicos” tem se mostrado cada vez mais acentuada, dado estes representarem um vetor de comunicação e propaganda institucional.

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* Conceito cunhado por Joseph Nye, presente no livro “Bound to Lead”, publicado, inicialmente em 1990.

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ImagemPor um mundo melhor … melhor especialmente para a França” (Fonte):

http://dominique.regards.free.fr/blog/index.php?2008/04/10/178-sport-et-politique

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www.iris-france.org/

Ver:

http://www.affaires-strategiques.info/spip.php?article7971

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Mario Joplin - Colaborador Voluntário

Mestre em Relações Internacionais pela UERJ, Especialista em História das Relações Internacionais e Bacharel em Ciências Econômicas pela UFRJ. Possui experiência na área de Economia, com ênfase em Economia Política Internacional e Formação Econômica Brasileira. Foi bolsista de FAPERJ por um ano e Bolsista de Vocação para Diplomacia do Instituto Rio Branco (IRBr) por 4 (quatro) anos. Áreas de interesse: Esporte e Relações Internacionais; Diplomacia Futebolística; e Soft Power e Política Externa.

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