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Pesquisas apontam Keiko Fujimori na frente de Ollanta Humala

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Faltando menos de duas semanas para o “Segundo Turno” das “Eleições Presidenciais” no Peru (5 de junho) a candidata Keiko Fujimori (“Força 2011”) conseguiu a virada que parte significativa dos analistas acreditava provável e, neste momento, aparece na frente do candidato Ollanta Humala (“Ganha Peru”), vencedor do “Primeiro Turno” das eleições.

 

As pesquisas eleitorais realizadas nas duas semanas anteriores e divulgadas recentemente apresentam poucas diferenças entre si. Elas apontam Keiko com pouco mais de 40% dos votos, enquanto Humala, oscilando entre os 37,9% e 40%, mas atrás da candidata da “Força 2011”. O “Ipsos Apoyo”, por exemplo, apresentou  Keiko com 51,1% das intenções de voto, contra 48,9% de Humala, excluindo os votos brancos e nulos. Quase todas as pesquisas colocam a candidata de centro direita na frente, concretizando a virada.

O mercado está respondendo positivamente aos resultados, pois há grande temor de que um governo de Ollanta Humala reverta o considerado saudável crescimento econômico apresentado pelo país ao longo do governo de Alan Garcia. Significativamente, tão logo foi divulgado o resultado das pesquisas a “Bolsa de Lima” teve uma subida de 6%, ao ponto de levar analistas como o economista Eduardo Moron a afirmar que “O capital se sente mais à vontade com a idéia de Keiko presidente”.

A campanha eleitoral está caminhando de forma intensa e com muitos episódios de violência, como foi o caso ocorrido com o irmão de Keiko, Kenji Fujimori, eleito deputado, que foi agredido a cidade de Juliacapor partidários do candidato opositor de sua irmã, atirando ovos nele e levando-o a abandonar as pretensões de permanecer no lugar.

Alguns observadores estão afirmando que está ocorrendo um complô da imprensa local contra o candidato Ollanta Humala, criando uma sensação de temor contra sua possível eleição. Segundo informam  a mídia está alegando que ele reverteria as conquistas alcançadas pelo país, mas vários outros observadores destacam que parte significativa do sucesso atual de Keiko decorre da estratégia adotada por sua equipe, que tem investido na divulgação da fórmula de manter a política econômica de crescimento econômico com a incorporação de políticas de inclusão social com responsabilidade, ou seja, aproveitando do boomalcançado para começar a investir no processo de inclusão, mas sem comprometer um planejamento de longo prazo.

Analistas afirmam que o processo lógico é correto, pois está trazendo para o cenário o clima de responsabilidade nas políticas de inclusão social, algo que tem recebido aprovação e apoio maciço dos setores formadores de opinião, o que justificaria a preferência da mídia e o grande avanço de Keiko na classe média, além de se saber que já há um grande percentual de eleitores que rejeitam Humala por identificá-lo com afirmam ser o grupo populista e autoritário da America do Sul: Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador) e Cristina Fernandez Kirchner (Argentina).

Ainda faltam alguns dias para o pleito de 5 de junho. Como a margem da vantagem é pequena, Humala ainda pode reverter o quadro, embora a maioria dos observadores não acreditam nisto, uma vez que, desde o resultado do “Primeiro Turno” já afirmavam que a tendência seria se repetir o que ocorreu na eleição de Alan Garcia, em 2006, acrescentando-se o fato de que os argumentos acerca da preferência da mídia pela candidata da “Força 2011” é real e, concretamente, ela influi na construção da preferência do eleitorado.

 

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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