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[:pt]Plano de defesa antimíssil dos EUA é criticado por russos e chineses[:]

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Em notas anteriores publicadas pelo CEIRI NEWSPAPER, foi apresentado o clima tenso em que as duas Coreias (do Norte e do Sul) vivenciavam, principalmente no que se diz respeito a Coreia de King Jong Um (líder da Coreia do Norte), que, por diversas vezes neste ano (2016), realizou testes com mísseis balísticos, mesmo após as advertências e Sanções aplicadas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Os Estados Unidos (EUA), por sua vez, decidiram no mês de maio (2016) implantar um sistema antimíssil THAAD (Terminal High Altitude Area Defense) na península sul-coreana, com o intuito de ajudar este país a interceptar os mísseis que poderiam ser lançados por sua vizinha do Norte. Contudo, a ação fez com que Rússia e China discordassem dos verdadeiros interesses dos EUA.

A princípio, os dois Estados se posicionaram dizendo que tal atitude do Governo norte-americano só levaria a mais tensões entre as duas Coreias e que o certo seria que os países continuassem a trabalhar juntos para a desnuclearização da península de King Jong Um, conforme declarou o presidente da China, Xi Jinping, em uma visita à Coreia do Sul, em 29 de junho (2016).

No entanto, os russos e chineses se posicionaram de modo mais decisivo na última terça feira, 11 de outubro, quando, em uma entrevista coletiva realizada de forma conjunta por representantes de suas Forças Armadas, à margem do 7º Fórum de Xiangshan, em Beijing, o major-general da Comissão Militar Central (CMC), Cai Jun, declarou que o plano de defesa antimíssil prejudicará seriamente os interesses da segurança nacional da Rússia e da China, e que os EUA e Coreia do Sul deveriam, urgentemente, encerrar as conversações sobre a implantação dos mísseis.

Os argumentos centrais dos dois governos se baseiam na ideia de que as verdadeiras intenções norte-americanas no plano de implantação do escudo antimísseis na Coreia do Sul são consolidar sua hegemonia e conter a fortaleza nuclear estratégica da Rússia e da China. Isso se deve a questão de os mísseis THAAD poderem interceptar misseis balísticos de curto e médio alcance e,  por isso, também captar os mísseis vindos dos territórios chinês e russo.

O posicionamento da Rússia também foi apresentado durante a entrevista, por meio do tenente-general Viktor Poznikhir, do Estado-Maior Geral do Exército russo, o qual comentou que “O sistema de defesa antimíssil desequilibra o balanço de armamentos, permitindo o planejamento mais eficiente de um ataque preventivo. Para o General, as intenções dos EUA, ao se estabelecerem na península-coreana, também são poder atacar qualquer lugar do mundo, além de Rússia e China. Por conta disso, ambos os países anunciaram, ao fim da entrevista, que irão cooperar para impedir uma possível ameaça imposta pelos norte-americanos.

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ImagemA Terminal High Altitude Area Defense interceptor being fired during an exercise in 2013” / “Um Interceptador THAAD sendo usado durante um exercício em 2013” – Tradução Livre (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Terminal_High_Altitude_Area_Defense#/media/File:The_first_of_two_Terminal_High_Altitude_Area_Defense_(THAAD)_interceptors_is_launched_during_a_successful_intercept_test_-_US_Army.jpg

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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