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Ásia e Paquistão: o retorno dos diálogos e da cooperação

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O Paquistão está encerrando o mês de fevereiro com boas notícias na diplomacia com as grandes potências asiáticas, China e Índia. Neste mês, paquistaneses e chineses se comprometeram em intensificar o aprofundamento da cooperação em diversificados setores e o governo do Paquistão retomou os diálogos com a Índia.

No dia 22 de fevereiro, o chanceler chinês, Yang Jiechi, e seu homólogo paquistanês, Shah Mehmood Qureshi, se encontraram em Beijing, China, para ampliar a cooperação pragmática em diversas áreas de suas economias e reforçar a coordenação de assuntos internacionais e regionais, buscando promover o melhor desenvolvimento das relações bilaterais.

Yang deixou claro o interesse em manter intercâmbios de alto nível com o Paquistão. Desde intercâmbios culturais e humanitários até a salvaguarda da paz e da estabilidade na região. Por sua vez, Qureshi afirmou que está disposto a aumentar as relações sino-paquistanesas e apóia o governo de Beijing na luta contra as “três Forças” (separatistas, extremistas e terroristas), reconhecendo a política “uma só China”.

Pretendendo expandir sua rede de relações, no dia 25 de fevereiro, o Paquistão retornará o diálogo bilateral com a Índia depois de uma interrupção nas relações, que durou quase um ano. Isto ocorreu devido aos atentados de Bombaim, em novembro de 2008, que resultou em 166 mortos. O incidente foi considerado pelos indianos como um ataque por parte de um grupo islamita do Paquistão.

A Índia se dispôs a retomar o diálogo após o governo paquistanês demonstrar que está dando uma série de passos significativos na luta contra grupos terroristas que agem em seu território. Embora este seja o motivo oficial apresentado pelo governo indiano, especialistas afirmam que o retorno dos diálogos ocorreu devido à pressão da comunidade internacional, em especial os Estados Unidos, que tem interesse no retorno das relações diplomáticas entre os dois países.

Tudo indica que há vontade dos Estados Unidos no recomeço do diálogo. Se isso é considerado uma pressão ou um pedido amigável é uma questão de ponto de vista“, afirmou K.C Singh, ministro dos Negócios Estrangeiros da Índia.

O princípio de base da diplomacia é continuar o diálogo, em particular quando se trata de um vizinho instável e com potência nuclear, como o Paquistão“, encerrou o diplomata indiano.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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