LOADING

Type to search

CONSIDERAÇÃO SOBRE A PROPOSTA DE PROTETORADO PARA O HAITI, REALIZADA PELO ESCRITOR MEXICANO CARLOS FUENTES

Share

Carlos Fuentes, escritor mexicano de fama mundial, recebeu do Doutor Leonel Fernández. (Presidente da República Dominicana) uma homenagem por suas obras em uma cerimônia no palácio nacional deste país. O destacado escritor, à margem da cerimônia, aproveitou a oportunidade e sugeriu um protetorado internacional para resgatar o Haiti da situação na qual se encontra.

 

De acordo com Carlos Fuentes, se faz necessária “uma Comissão das Nações Unidas que tome o poder no Haiti em nome da comunidade internacional e comece a ordenar e a reorganizar esse país (…) já que poucos haitianos foram capazes de fazê-lo”.*

 “No Haiti existe uma elite corrupta que não permitirá o avanço desse país (…) a restauração só será possível dessa maneira [um protetorado] que assuma a direção e controle do que é preciso fazer para ajudar essa nação”**, complementa Fuentes.

Todos os haitianos compartilham da idéia de uma cooperação internacional produtiva, da mesma forma que foi realizado o Plano Marshall para a Europa depois da Segunda Guerra Mundial. Não podemos nos adentrar em um nacionalismo contraproducente para negar a participação ativa da comunidade internacional em nossos assuntos.

Os haitianos devem ter a responsabilidade de planejar seu próprio processo de desenvolvimento, de escolher a melhor estratégia no marco de um consenso histórico, como o fizeram na Coréia do Sul, depois da Guerra a Coréia, em 1958, e Ruanda, depois do genocídio em 1994. Como afirma Amartya Sen, “Prêmio Nobel de Economia” em 1998, o desenvolvimento é um processo endógeno, nunca houve um processo de desenvolvimento importado.

É importante lembrar que a comunidade internacional esteve muito ativa no país durante os últimos 20 anos e não foi de grande ajuda para uma mudança significativa no país.

Hoje, a história está se repetindo. A comunidade internacional, ao invés de identificar e trabalhar com os setores progressistas na definição de um plano estratégico, se aliou ao governo central que já se mostrou incapaz de aplicar devidamente os recursos recebidos, devido sua precária estrutura.

Contudo, a responsabilidade da quebra do país não é apenas responsabilidade das “elites corruptas haitianas dos últimos anos” é, também, do comportamento da comunidade internacional perante estes desafios.

Os setores progressistas do Haiti precisam se organizar para trabalhar com a comunidade internacional visando a perspectiva de uma mudança de paradigma. Isto é, uma cooperação mais produtiva, que promova um futuro melhor aos haitianos para recuperar a imagem deste povo, que, pela sua revolução contra o sistema escravista colonial, em 1804, contribuiu para o sucesso da revolução de todos os países latino americanos, inclusive o país de Carlos Fuentes, contribuindo, assim, para enriquecimento da história humana.

—————————————————————————————————————————————-

* http://www.listin.com.do/app/article.aspx?id=140570

** http://www.listin.com.do/app/article.aspx?id=140570

ORIGINAL

COOPERACIÓN INTERNACIONAL –  Consideración acerca de la propuesta de protectorado para Haiti del escritor mexicano, Carlos Fuentes

Carlos Fuentes, escritor mexicano de fama mundial, recibió un homenaje por sus obras,  del Doctor Leonel Fernández en una ceremonia en el palacio nacional de la Republica Dominicana. El destacado escritor al margen de la ceremonia provecho de la oportunidad  para hacer la propuesta de un protectorado internacional para rescatar a Haití de la situación   en la cual se encuentra.

Según Carlos Fuentes: “Un fideicomiso de Naciones Unidas que tome el poder en Haití en nombre de la comunidad internacional y empiece a ordenar y a reorganizar ese país,  que buena falta le hace,  y que pocos haitianos han sido capaces de hacerlo”. (Fuente: http://www.listin.com.do/app/article.aspx?id=140570 )

Sigue diciendo: “Es que en Haití existe una elite corrupta que no permitirá el avance de ese país… la restauración sólo será posible de esa manera [un protectorado] que asume la dirección y control de lo que hay que hacer para ayudar a esa nación”.     (Fuente: http://www.listin.com.do/app/article.aspx?id=140570 )

Todos los haitianos comparten la idea de una cooperación internacional productiva de la misma manera que el Plan Marshall en Europa después la segunda guerra mundial. No podemos adentrarnos en un nacionalismo contraproducente para negar  la participación activa de la comunidad internacional en nuestros asuntos.

Pero los haitianos deben tener la responsabilidad de planificar su propio proceso desarrollo, elegir la mejor estrategia en el marco de un consenso histórico como lo hicieron Corea del Sur después de la Guerra Corea en 1958  y Ruanda después del genocidio en 1994. Según Amartya Sen, Nóbel de economía en 1998, el desarrollo es un proceso endógeno. Nunca en la historia de la humanidad hubo un proceso de desarrollo importado.  

Es importante recordar que la comunidad internacional estuvo mucho activa en Haití durante los últimos 20 años y no fue de gran ayuda para un cambio significativo en el país.

Hoy, la historia está se repitiendo, la comunidad internacional a contrapelo de identificar y trabajar con los sectores progresistas en la definición de un plano estratégico, se alia al gobierno central que ya se mostró incapaz, debido su precaria estructura, de aplicar debidamente los recursos recibidos. La responsabilidad de la quiebra del país no es solo responsabilidad de las “elites corruptas haitianas de los últimos anos”, también es el resultado del comportamiento de la comunidad internacional.

Los sectores progresistas del país tienen que organizarse para trabajar con la comunidad internacional en una perspectiva de un cambio de paradigma de una cooperación más productiva,  asegurar un mejor futuro a todos los haitianos y recuperar la imagen de este pueblo que por su revolución, la primera,  en contra del sistema  esclavista colonial   en 1804 ha contribuido al éxito de la  revolución de todos los países latino americanos, incluso el país de Carlos Fuentes para enriquecer la historia de la humanidad.

Tags:
Jean Garry - Porto Príncipe (Haiti)

De nacionalidade haitiana, é formado em Marketing pela Universidad Interamericana de Santo Domingo, possui Pós-Graduação em Gestão de Projetos Sociais pela Universidad Autónoma de Santo Domingo e Mestrado em Economia pela Universidad Internacional de Andalucía (Espanha). É graduado no Curso de Gerenciamento Social do Instituto de Desenvolvimento Social (INDES) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em Washington, e do curso Gestão Estratégica do Desenvolvimento Social e Regional da Comissão Econômica para América Latina (CEPAL) em Santiago do Chile. Tem experiência como Gerente de Marketing em diversas empresas privadas e trabalhou como consultor em Desenvolvimento Comunitário do Ministério de Obras Públicas do Haiti e em diversos projetos de desenvolvimento.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.