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Haiti: a oposição política está dividida sobre a renúncia do Presidente Preval

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Na segunda-feira passada, 10 de maio, a oposição política mobilizou milhares de pessoas numa manifestação para reclamar a renúncia do presidente Preval. Os manifestantes exigiram a anulação da Lei votada pela maioria presidencial no Parlamento para prorrogar de maneira inconstitucional o mandato do Presidente do Haiti, René Preval.

Os manifestantes acusaram o Presidente de querer aproveitar dos “Fundos da Reconstrução” em benefício de seu clã político. Alegam à impossibilidade de o governo apresentar o relatório sobre os 197 milhões de dólares utilizados depois dos furacões de 2008 e sobre os 163 milhões de dólares, depois do terremoto de 12 de janeiro.

No entanto, uma parte da oposição se posiciona por respeito ao mandato do Presidente, até 7 de fevereiro [o mandato se encerrou nesta data, após a qual há um período constitucional que deve ser respeitado] e para a organização de eleições participativas, inclusivas e limpas. Segundo Charles Henry Baker, que obteve o terceiro lugar nas últimas eleições presidenciais de 2006, para ele condicionar sua participação nas mobilizações o acento deve ser posto sobre as condições em que se vão realizar as eleições, não sobre a renúncia antecipada do Presidente. (Fonte: /www.signalfmhaiti.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2567:-organiser-des-elections-pour-eviter-des-troubles-dans-le-pays&catid=34:politique).

A opinião pública haitiana estima ser importante a preservação da estabilidade política através da organização de eleições transparentes e limpas. No entanto, é muito duvidosa a vontade do presidente Preval de organizar um processo eleitoral transparente e democrático porque, [de acordo com a avaliação de vários observadores] não houve uma só eleição “correta” realizada durante uma presidência de Preval.

Agora, o papel da comunidade internacional consiste em facilitar um diálogo político entre o governo e a oposição sobre a estabilidade política e prover o acompanhamento técnico para evitar que o Presidente Preval realize um processo que se acredita poder ser fraudulento e antidemocrático.

ORIGINAL

POLÍTICA Y COOPERACIÓN INTERNACIONAL – Haití: La oposición política dividida sobre la renuncia anticipada del Presidente Preval

El lunes 10 de mayo  pasado, la oposición política  ha movilizado miles de personas en una manifestación para reclamar de la renuncia del Presidente Preval. Los manifestantes han exigido la anulación de la ley votada por la mayoría presidencial al parlamento que prorrogar de manera inconstitucional le mandato del Presidente Preval.

Los manifestantes han acusado  al Presidente de querer aprovechar de los fondos de la reconstrucción al beneficio de su clan político. Alegan la imposibilidad para el gobierno de presentar el reporte de 197 millones de dólares utilizados después de las huracanes del 2008 y de 163 millones después del terremoto de 12 de enero.

Sin embargo, una parte de la oposición se posiciona por el respecto del mandato del Presidente Preval hasta el 7 de febrero y para la organización de elecciones participativas, inclusivas y limpias. Para Charles Henry Baker quien obtuvo el tercer lugar en las últimas elecciones presidenciales del 2006 condiciona su participación en las movilizaciones: el acento debe ser puesto sobre las condiciones en que se va realizar las elecciones, no sobre la renuncia anticipada del Presidente. (Fuente: /www.signalfmhaiti.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2567:-organiser-des-elections-pour-eviter-des-troubles-dans-le-pays&catid=34:politique)

La  opinión pública haitiana estima importante la preservación de la estabilidad política a través de la organización de elecciones transparentes y limpias. Sin embargo, es muy escéptica a la voluntad del Presidente Preval de organizar un proceso electoral  transparente y democrático porque no hay una sola elección honesta realizada durante una presidencia de Preval.

Ahora el papel de la comunidad internacional consiste a facilitar un dialogo político entre el gobierno y la oposición sobre la estabilidad politica  y  proveer el acompañamiento  técnico para evitar que el Presidente Preval realice un proceso que cree ser fraudulento y antidemocrático.

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Jean Garry - Porto Príncipe (Haiti)

De nacionalidade haitiana, é formado em Marketing pela Universidad Interamericana de Santo Domingo, possui Pós-Graduação em Gestão de Projetos Sociais pela Universidad Autónoma de Santo Domingo e Mestrado em Economia pela Universidad Internacional de Andalucía (Espanha). É graduado no Curso de Gerenciamento Social do Instituto de Desenvolvimento Social (INDES) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em Washington, e do curso Gestão Estratégica do Desenvolvimento Social e Regional da Comissão Econômica para América Latina (CEPAL) em Santiago do Chile. Tem experiência como Gerente de Marketing em diversas empresas privadas e trabalhou como consultor em Desenvolvimento Comunitário do Ministério de Obras Públicas do Haiti e em diversos projetos de desenvolvimento.

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