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Como está amplamente divulgado, após o anúncio da Google nesta semana, de que iria desviar os acessos do motor de busca chinês (google.cn) para Hong Kong (google.com.hk), o governo da China reagiu com fortes críticas à empresa norte-americana.

Na terça-feira, dia 23 de março de 2010, a TV estatal chinesa CCTV teve como prioridade de sua programação transmitir informações e discursos dos membros do Governo quanto ao assunto da retirada do google.cn.

Em resumo, a rede de TV estatal e alguns representantes do governo chinês informaram que a empresa norte-americana não cumpriu com o contrato assinado no momento em que ela decidiu atuar na China.

Para eles a empresa estadunidense não respeitou as leis do país e salientaram que todas as empresas estrangeiras são bem-vindas à China, desde que respeitem as suas normas jurídicas. Para o “Departamento de Internet do Gabinete de Imprensa da China”, a Google não cumpriu seu compromisso quando suspendeu a censura e também quando acusou o governo pelos ataques de Hackers.

A Google já redirecionou seu motor de busca para Hong Kong, mas o governo chinês reagiu e alguns conteúdos pesquisados no portal em Hong Kong estão sendo dificultados, apresentando demora no tempo das pesquisas, páginas em branco etc. Para os usuários ficam à incerteza se o “google.com.hk” vai continuar ou não no ar e, se continuar, não se sabe como será a reação do governo do país, sobre os acessos ao Google.

P.J. Crowley, porta voz do “Departamento de Estado dos Estados Unidos” lamentou que não tenha ocorrido um acordo e disse que os EUA continuam defendendo a “liberdade de internet”. Ele encerrou seu discurso mencionando que Washington não teve nenhuma influência na decisão da empresa Google.

O problema e seu desdobramento mostram sinais claros de que este caso ainda permanecerá no centro das atenções para a mídia e para a Academia, pois é um caso que está sendo transplantado do plano puramente comercial para o diplomático.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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