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Chávez anuncia que pode rever o congelamento das relações comerciais com a Colômbia

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Apesar das discussões e ofensas pessoais que ocorreram entre Hugo Chávez, presidente da Venezuela, e Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, durante a “Reunião de Cúpula do Grupo do Rio”, realizada nos dias 22 e 23 de fevereiro, em Cancun (México), o presidente Chávez anunciou que pode rever seu posicionamento acerca do congelamento das relações comerciais com a Colômbia.

O comércio entre os dois países chegou ao montante de mais de U$ 7 bilhões. As relações foram interrompidas, devido aos problemas políticos gerados pelas aproximações militares entre Colômbia e EUA.

Graças a isso, o venezuelano resolveu adotar política de “substituição das importações” de produtos colombianos focando, inicialmente, a Argentina como parceira, que assinou acordos para a exportação, no primeiro momento, de automóveis.

Logo depois, o mercado se abriu mais para o Brasil, que desembarcou um grupo com dezenas de empresários para pensar em contratos e acordos visando à exportação de seus produtos, os quais substituiriam os colombianos que saíram das prateleiras no país.

Este foi, inclusive, um dos argumentos usados pelos defensores da entrada da Venezuela no MERCOSUL nos debates que ocorreram no Senado brasileiro.

Diante da crise política, econômica, social e militar em que a Venezuela está mergulhando, a ação será um paleativo, com o intuito de minimizar as críticas que Chávez tem recebido em seu país. Será uma forma de prover certa oferta de produtos, enquanto o Presidente busca uma alternativa.

Imediatamente, analistas apontam que a Argentina e o Brasil podem sair prejudicados, pois a Venezuela não está em condições de diversificar a recepção em seu mercado importador.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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