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Depois de um início de ano tenso entre a empresa Google e o governo da “República Popular da China” (RPC), a gigante norte-americana discursou sobre o futuro de suas operações no país asiático. Afirmou nesta segunda feira, dia 22 de maço sobre sua posição anti-censura e os meios para continuar atuando na China.

A solução foi transferir as operações realizadas em seu motor de busca para Hong Kong. Com isso, informou David Drummond (Vice-presidente sênior de Desenvolvimento Corporativo e diretor jurídico): “Deixamos hoje de censurar os nossos serviços de pesquisa Google search, Google News e Google Imagens no site www.google.cn. Os internautas que visitarem o site serão redirecionados para o site google.com.hk (baseado em Hong Kong) onde são disponibilizados resultados de pesquisa não censurados em chinês simplificado, especialmente concebidos para os utilizadores no continente chinês“.

Hong Kong, embora faça parte da RPC, não sofre as restrições aplicadas no resto da China pelo fato de ser uma “Região de Administração Especial”. Desta forma a Google pode continuar suas operações, transferindo os resultados de buscas para Hong Kong, sem censura e sem problemas com o governo do país.

Após receber uma carta vinda de grupos de empresários e investidores, anunciando possíveis processos contra a empresa, a Google informou que irá continuar no país, mas manterá apenas os departamentos de engenharia e o departamento comercial.

Agindo desta maneira garantirá uma presença tecnológica no Mercado chinês e continuará vendendo espaço publicitário na versão Chinesa do motor de busca nos Estados Unidos.

Embora tenha dados fortes indícios de que sairia em definitivo, a empresa conseguiu encontrar um caminho para não sofrer processos dos investidores, mas, principalmente, para não perder seu espaço no mercado chinês, o que mais cresce no mundo.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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