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MERCOSUL fecha “Acordo de Livre Comércio” com o Egito e aposta que acertará com a Europa

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Nesta segunda-feira, dia 2 de agosto de 2010, em reunião dos países membros do “Mercado Comum do Sul” (MERCOSUL) foi assinado o “Acordo de Livre Comércio” entre o Bloco sul-americano e o Egito. Segundo a  “Ministra da Indústria da Argentina”, Débora Giorgi, pelo acertado na “39a Cúpula de Ministros e Presidentes do MERCOSUL”, os países membros terão “acesso preferencial a um mercado de 76 milhões pessoas, com um PIB, em 2009, de US$ 187 bilhões, cuja economia cresceu a uma taxa anual de 7,4% até 2008 e da qual se espera crescimento de 5% neste ano”.

Acrescentou que 80% das exportações do MERCOSUL para o Egito entrarão sem pagar tributação. Prevê-se o corte progressivo das alíquotas de 65%, que hoje são pagas para a exportação dos produtos primário dos sul-americanos. Produtos como carnes, manteiga, trigo, milho, óleos e válvulas terão alíquotas zeradas já neste momento.

Depois do Egito, os membros do Bloco estão à espera de também concluir um Acordo com a “União Européia” (UE). Segundo o “Ministro das Relações Exteriores do Brasil”, Celso Amorim, o Bloco sul-americano está fazendo “propostas excelentes” aos europeus e acredita que as negociações caminharão positivamente, embora os analistas internacionais não acreditem no sucesso da empreitada.

O MERCOSUL tem buscado formas de consolidar a integração de seus membros, com a assinatura de Acordos de reconhecimento de diplomas universitários; nos trabalhos para a criação  de um sistema de ordens de captura para facilitar as extradições e o combate ao crime, considerando-o transnacional; com a aprovação de um Fundo de US$ 794 milhões, visando diminuir às diferenças entre os países membros, para investimentos nos projetos de infra-estrutura, saneamento e interconexão elétrica; com a aprovação da cobrança única da “Tarifa Externa Comum” (TEC) para exportações dentro do Bloco, medida que se acredita que beneficiará em especial o Paraguai e, neste momento, com o “Acordo para a Conservação do Aquífero Guaraní”, pelo qual se pretende proteger os recursos hidrícos que passam a ser reconhecidos oficialmente como transfronteiriços.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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