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Surge elemento favorável ao Gripen no Projeto FX-2

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Apesar da preferência anunciada pelo avião de caça francês Rafale para equipar a “Força Aérea Brasileira” (FAB), os demais concorrentes ainda não consideram como encerrada a concorrência para o “Projeto FX-2” (projeto de aquisição de caças de combate para equipar a Aeronáutica do Brasil), tanto que o anúncio do vitorioso, constantemente adiado, continua esperando componente final que leve a uma tomada de decisão.

Apesar de os concorrentes considerarem a vantagem francesa, eles ainda esperam que algo mude o cenário. Um exemplo de estremecimento foi o posicionamento francês pró-EUA e contra o Acordo assinado entre Irã, Brasil e Turquia acerca do “Programa Nuclear Iraniano”, o qual mostrou que a parceria político-estratégica entre Brasil e França não tinha o caráter automático, como imaginou o governo brasileiro, esfriando as suas expectativas. 

Os analistas ainda apostam no Rafale francês. No entanto, além dos problemas políticos, pontos técnicos complementares também começam a surgir, como é o caso da necessidade de também comprar jatos de treinamento, imediatamente após a aquisição dos  caças de combate que equiparão a FAB. A razão apresentada por fontes é que “o gap (lacuna) entre o Tucano e o Rafale ou Gripen é grande demais”.

O uso do próprio aparelho de combate é inadequado para treinos, pois torna os gastos muito elevados.  Isto faz necessária esta nova compra estimada em US$ 1 bilhão. Os italianos correm na frente com o M-346, de fabricação da “Alenia Aermacchi”, com o custo mínimo de 20 milhões de dólares por aparelho. A afirmação é de que, em longo prazo, estes gastos menores em treinamento reduzirão as despesas totais.

A principal vantagem dos italianos está na parceria que já existe com o Brasil, pois durante décadas a FAB operou aeronaves italianas e chegou a fabricá-las no Brasil, como foi o caso do Xavante, da mesma forma que, foi em conjunto com as empresas italianas “Aeritalia” e “Aermacchi” (atualmente, “Alenia Aermachi”) que a brasileira Embraer desenvolveu o Jato AMX.

Com esta possibilidade, o caça Gripen, da empresa sueca SAAB, ganha um ponto, pois equipamentos eletrônicos do caça sueco são usados no jato de treinamento italiano, incluindo os radares, razão pela qual os italianos estão torcendo pela vitória dos suecos na concorrência do “Projeto FX-2”.

O argumento pode ser invertido e, caso, haja uma real vantagem dos italianos neste negócio o fator “jato de treinamento” pode ser usado como elemento a ser considerado no pacote do FX-2, levando a considerar os gatos envolvidos também neste quesito (equipamento de treinamento) para avaliar as propostas dos concorrentes. Embora não seja determinante, este é um fator que será considerado e apresentado nos próximos debates sobre o problema.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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