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A proposta de Hatoyama e o futuro dos países asiáticos

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No dia 25 de outubro foi concluída uma série de encontros dos membros da ASEAN (Nações do Sudeste Asiático, cujos membros são: Brunei Darussalan, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, filipinas, Singapura, Tailândia e Vietnã) com a China, o Japão e a Coréia do Sul (Estados participantes no Fórum Regional da ASEAN).

Durante os encontros ficaram visíveis as intenções dos membros em desenvolver uma estrutura forte para aumentar o consumo interno e o comércio entre estes países, com o objetivo de minimizar a dependência em relação ao mercado americano.

A ASEAN espera contar com mais apoio japonês e de outros países, com o intuito de promover a integração regional, além de apoio na cooperação em setores como, por exemplo, a prevenção contra o terrorismo, o meio ambiente e o combate a influenza.

No encontro, a China apresentou a criação do “Fundo de Investimentos para o Desenvolvimento” da região, anunciando que serão disponibilizados 10 bilhões de dólares para ele e empréstimos estimados em 15 bilhões de dólares, para gerenciar a infra-estrutura na região.

Segundo Yuji Suzuki, professor da Universidade Hosei e pesquisador associado da Universidade de Tóquio, os países asiáticos evoluíram de um plano de resgate econômico emergencial, para uma estratégia de longo prazo, com o objetivo de construir uma economia independente dos Estados Unidos e da Europa.

O Primeiro Ministro japonês, Yukio Hatoyama, sugeriu a criação da Comunidade dos Países do Leste Asiático, sem descartar a importante presença dos Estados Unidos, defendendo que este país é uma “peça fundamental” na política externa do Japão e deve ser considerado no Bloco da Ásia Oriental. Porém, Hatoyama, não mencionou qual seria o teor da participação norte-americana.

O professor Suzuki, em entrevista para a NHK (rede pública notícias japonesa) afirmou que é cedo para discutir o papel dos Estados Unidos na proposta do primeiro ministro japonês. Por outro lado, ressalta a forte preocupação do governo norte-americano em uma possível exclusão de seu país, em meio ao processo de integração da Ásia, uma vez que papel dos EUA nesta integração ainda não está definido.

Quanto à formação de uma Comunidade do Leste da Ásia, sem a participação dos estadunidenses, para o professor Suzuki, os norte-americanos poderão manter sua vitalidade econômica e seus interesses políticos sem ter grandes custos, desde que a comunidade coexista com os Estados Unidos da mesma forma que este país atualmente se relaciona com a União Européia.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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