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Situação em Honduras continua tensa, mas a resistência do novo governo está levando o mundo a começar a rever posição

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O ex-presidente afastado de Honduras, Manuel Zelaya, continua na Nicarágua fazendo manifestações e buscando formas de entrar em território hondurenho. Passou o final de semana em reuniões no município nicaragüense de Ocotal, a 25 quilômetros da fronteira com Honduras, organizando o que está denominando por “resistência pacífica”, para tentar retomar o governo.

 

O gesto mais significativo foi o ato de simbólico de entrar em Honduras por alguns minutos como forma de demonstrar que estava de volta, mas, esse ato, que poderia ter gerado uma onda de violência, teve curta duração e foi criticado pelo governo do EUA, que até o momento tem se mostrado neutro em relação ao acontecimento e são o fiel da balança na crise hondurenha. Qualquer manifestação dos EUA poderá determinar o desfecho final do embate.

Até o momento, o mundo tinha se posicionado rigidamente contra o atual governo, exigindo o retorno imediato de Zelaya. Hoje, já começam a ser percebidas manifestações de que não se pode transformar a crise em um país num abalo ao sistema internacional, devido ao posicionamento individual de potência regionais e mundiais que desejam usar o acontecimento para defender seus próprios interesses.

Nos EUA, os republicanos têm se pronunciado contrários ao retorno de Manuel Zelaya e vários são os intelectuais e políticos que entendem não ter havido um “golpe de estado”, mas uma medida constitucional para impedir um ato ilegal. O governo de Barak Obama já está dando sinais claros de que prefere esperar para tomar uma posição definitiva e vai investir na solução negociada por intermédio de Oscar Arias, presidente da Costa Rica, homem que detém respeito internacional e cujas manifestações têm sido vistas como prudentes.

Os europeus também já estão aceitando que a solução para a crise se dê por vias negociadas, por intermédio do costarriquenho, não mais exigindo o retorno imediato de Manuel Zelaya, apesar de ter cortado as ajudas que dava ao país e congelado os acordos de cooperação com o país. À medida que o governo de Micheletti resistir, a sociedade internacional tenderá a rever seu posicionamento.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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