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Sindicato argentino e entidades empresariais apóiam medidas protecionistas do governo

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Os jornais estão informando que a central Geral dos Trabalhadores (CGT) da Argentina e entidades corporativas de pequenas e médias empresas anunciaram que apóiam as medidas protecionistas adotadas até o momento pelo governo da presidente Cristina Kirchner.

 

Segundo as informações da mídia, essas entidades afirmam que o combate aos procedimentos governamentais são estratégias dos setores importadores do país e de governos estrangeiros que tem interesse em evitar a proteção à produção industrial interna.

Recentemente, a Argentina tem recebido críticas internacionais devido ao comportamento adotado acerca do comércio internacional. Uruguai e Paraguai reclamam as barreiras à importação de bens e serviços e o Brasil reclama o fato de os argentinos adotarem as licenças não-automáticas, como forma de criar barreiras não tarifárias à importação de produtos brasileiros no país, afetando vários setores principalmente o calçadista e o têxtil.

O argumento do governo argentino é de que o país não suportará a concorrência internacional enquanto não forem sanados os problemas industriais e a alternativa para garantir recursos, já que o país não tem crédito internacional desde a moratória decretada em 2001, é usar de medidas protecionistas para preservar sua indústria.

A fonte de divisas que tinha adquirido recentemente, a Venezuela, que comprava bônus do governo argentino (da casa do US$ 1 bilhão), está desaparecendo devido à crise internacional. Hoje, os venezuelanos não estão mais podendo comprar aquilo que o presidente Hugo Chávez denominava “Bônus Kirchner”. Com isso, o país terá dificuldades para fechar sua balança de pagamentos no final deste ano (2009).

As medidas adotadas pela presidente Cristina Kirchner, no entanto, são um recurso para preservá-la politicamente, acreditando que reduzirá o crescimento do desemprego, enquanto a escassez de recursos e incapacidade de receber crédito internacional aumentam a crise econômica do país. Parte do pressuposto de que isso é necessário, especialmente neste momento em que a oposição vem ganhando espaço com graves críticas às políticas adotadas pelo governo e os peronistas já apresentam novas lideranças internas.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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