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Tecnologias da Informação são prioridades no Combate ao Terrorismo

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A chefe da pasta de Segurança Interna dos Estados Unidos (EUA), Janet Napolitano, afirmou em 29 de julho que os atentados cibernéticos são os principais riscos para a segurança do país. Complementou sua afirmação dizendo que a imigração ilegal e o tráfico de drogas também oferecem risco à segurança do país, mas advertiu que o governo não pode se preocupar apenas com as fronteiras, já que norte-americanos correm riscos de ser atacados também em outros territórios.

Em sua declaração, Janet Napolitano procurou demonstrar que o governo de Barack Obama não está abandonando o cálculo dos riscos de novos ataques terroristas, mas indicou uma mudança na estratégia da “Política do Medo” adotada pelo governo de George W. Bush (2001-2009), visando nova preparação para lidar com as ameaças que afetam o país. Agora, as fronteiras devem ser vistas como a última linha de defesa e não a primeira, afirma a secretária.

Suas concepções nos remetem ao “The 9/11 Comission Report”, documento no qual são reveladas as descobertas da comissão que investigou como os terroristas puderam atacar de forma tão efetiva os EUA, e relata vários exemplos da falta de “coordenação entre as agências”, o que resultou na oportunidade da Al-Qaeda atacar os norte-americanos em seu próprio território.

As investigações sobre o Terrorismo chegaram ao comércio ilícito e à imigração ilegal, logo, chegou-se a conclusão de que o Terrorismo e o comércio ilícito funcionam de forma complementar por meio de redes altamente descentralizadas e eficazes, que se apóiam e se alimentam mutuamente e utilizam da tecnologia de ponta como forma de incrementar as atividades ilícitas, tornando-as mais dinâmicas e com rápido crescimento.

A estratégia levará em conta que o comércio ilícito não existe sem o comércio lícito, pois a rede lícita fornece toda uma estrutura às atividades ilícitas, possibilitando-a a atuar de forma rápida, eficiente e camuflada, por intermédio de redes, estruturas, atividades profissionais e atividades empresariais. É o caso de companhias aéreas, bancos, hotéis, transportadoras, advogados, farmacêuticos, redes sociais na internet, dentre diversos exemplos.

Como resposta aos desafios, a secretária defendeu a necessidade de mais treinamento, mais tecnologia e maior compartilhamento de informações entre órgãos de segurança, bem como a atuação conjunta de indivíduos, empresas, órgãos locais, governo federal, além de órgãos, instituições e governos de países aliados.

Para viabilizar a estratégia proposta, a questão do desenvolvimento tecnológico deverá ter maior concentração de investimentos, como foi mostrado pelo CEIRI em nota divulgada no site no dia 9 de julho deste ano com o título “Ataques cibernéticos entram na pauta das questões de segurança nacional e internacional”. Nessa nota mostrou-se que os EUA investiriam mais em tecnologia para fazer frente ao desafio dos ataques cibernéticos, pois, agora, estão na pauta da luta contra o Terrorismo que está ganhando força com o desenvolvimento tecnológico.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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