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A falha do controle de informações do governo norte-coreano gera questionamentos da população local durante evento da “Copa do Mundo”

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O mundo assiste ao espetáculo da “Copa do Mundo de Futebol”, evento onde interagem culturas e são gerados investimentos e aproximações entre os seus participantes. A Coréia do Norte tem uma seleção que participa deste evento mundial e, de acordo com analistas, está utilizando-o para efeitos de “marketing político”.

Embora o encontro seja esportivo, declaradamente sem objetivos políticos, já que visa à congregação dos povos, observadores internacionais estão afirmando que o governo norte-coreano está manipulando as informações para efeitos político-ideológicos.

Segundo informações disseminadas, o primeiro jogo da “Coréia do Norte” na “Copa do Mundo”, ocorrida contra o Brasil, foi transmitido ao modo do governo. O jogo, que terminou com vitória brasileira (placar de 2X1), foi transmitido pelos norte-coreanos de forma errônea, mostrando que a seleção norte-coreana derrotou a seleção brasileira. Com a edição realizada, os gols brasileiros foram censurados e apenas o gol da Coréia do Norte foi transmitido à população.

Essa medida foi adotada para apresentar à população a “superioridade” do país, mas o sucesso deste marketing não teve longa duração. O segundo jogo dos norte-coreanos foi transmitido ao vivo pela TV estatal.

Portugal venceu o confronto e não foi possível alterar os resultados da partida, o que deixou a população em dúvidas sobre as ações do governo, que, de acordo com as afirmações de segmentos da população e de observadores internacionais, lhes apresenta “o mundo a sua maneira”, distorcendo a realidade. Aproveitando-se do ocorrido, alguns meios de comunicações sul-coreanos estão vendo esse evento como uma forma de “abrir os olhos” da população do Norte sobre seu atual regime de governo.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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