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O Japão passa por um momento de recuperação econômica, estabelecimento de um novo governo, se depara com um ano cheio de desafios em vários continentes e os partidos políticos do país protestando intensamente sobre temas internacionais, como os testes nucleares dos Estados Unidos e a liberdade de expressão na China.

Após a realização do “teste nuclear subcrítico” dos EUA, manifestantes de diversas regiões do Japão protestaram, acompanhando o princípio político do Estado em se posicionar contra o uso de armas nucleares. Da mesma forma, criticaram o pronunciamento do presidente norte-americano, Barack Obama, a respeito do tema, afirmando que ele foi contrário a sua política antiarmamentos nucleares, declarada no ano passado. 

O “Partido Comunista Japonês” está protestando e exigindo do governo de seu país uma posição formal quanto ao ocorrido. Ele acumulou os protestos de cidadãos, de sobreviventes das bombas usadas contra o Japão na “Segunda Grande Guerra” – no século passado, os discursos de Obama – quando esteve em visita a Tókio – e as políticas japonesas contra tais testes e armamentos. Com o material em mãos, se direcionou aos governantes do país para que estes façam um protesto formal aos EUA, mas o governo ainda não se declarou oficialmente.

Outras autoridades políticas solicitam do Governo uma crítica contra a atitude da China, defendendo a liberdade de expressão neste país. O Governo do Japão irá conclamar as liberdades no vizinho, durante a cúpula em Hanói no final deste mês.  Assim afirmou o secretário-chefe do gabinete, Yoshito Sengoku.

Após a divulgação do “Prêmio Nobel da Paz” para Liu Xiaobo, ativista chinês em defesa das liberdades fundamentais e dos direitos humanos, tornou-se intensa a manifestação da população, exigindo que as autoridades japonesas protestem contra a falta de “liberdades” na China. O Japão e a China estão realizando tensos diálogos desde incidente envolvendo a embarcação pesqueira chinesa com um barco patrulha japonês nas ilhas de Senkaku, em setembro deste ano (2010). Os chineses se posicionam rigidamente contra o que consideram ser uma intervenção em “assuntos internos” e mantém sua linha para se pronunciar oficialmente.

Para alguns especialistas, este é um momento complicado para o governo japonês, pois está passando por um momento de cobranças de setores domésticos, reformas econômicas e, na administração, se depara com grandes desafios.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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