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A Presidência espanhola no “Conselho Europeu” e a “Estratégia do Arco Atlântico”

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Analistas europeus afirmam que a Presidência espanhola do “Conselho Europeu” pretende apresentar uma “estratégia do Arco Atlântico” para a cooperação entre os países marítimos da Europa Ocidental, sendo o último de uma série de projetos “ad hoc” para o desenvolvimento micro-regional em toda a Europa.

Se apoiada pela “Comissão Européia”, a “Estratégia do Arco Atlântico” irá incidir sobre as políticas de proteção ao ambiente e biodiversidade da zona costeira do Atlântico. Ademais, deverá reforçar setores-chave, como o turismo marítimo, a vela, a pesquisa marítima. Também incidirá na inovação, na segurança, nas energias alternativas, nas eco-atividades, no transporte marítimo, pesca, construção naval e no desenvolvimento dos portos.

A elaboração da “Estratégia do Arco Atlântico” é uma reivindicação da “Comissão Arco Atlântico”*, criada no ano de 1989, em Faro, Portugal, reunindo 27 Regiões, desde a Andaluzia à Escócia, que, de então, cooperam em diversos temas.

A mobilização da “Comissão Arco Atlântico” a favor da elaboração de uma estratégia integrada traduz-se no envolvimento de todas as Regiões-Membros e do Secretariado Executivo.

Apesar do engajamento espanhol, no que se refere ao “capital político”, não está claro o quanto a Espanha está disposta a investir no desenvolvimento de tal empreendimento. Com uma agenda de seis meses já sobrecarregada, a Presidência espanhola pode não ter tempo nem energia para se dedicar ao “Arco Atlântico” da mesma forma que a anterior presidência sueca apoiou a “Estratégia do Mar Báltico”**.

Contudo, diversos atores regionais apóiam e acreditam na capacidade dos espanhóis em sua gestão (que vai de janeiro até junho de 2010) para revigorar o debate sobre o futuro desta política regional.

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* Para mais informações acesse: http://arcatlantique.org

** De acordo com a União Européia, a região do Mar Báltico é constituída, majoritariamente, embora não exclusivamente, por países da UE: Suécia, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Alemanha, Letônia, Lituânia, Polônia e Rússia. Este último é o único país desta região que não integra a UE. A Comissão Européia apresentou a sua proposta de uma estratégia para a região do Mar Báltico e um plano de ação, em 10 de junho de 2009, sendo este o resultado de uma das principais prioridades da Presidência sueca do Conselho Europeu, no segundo semestre de 2009. A estratégia identificou quatro pilares de ação: (1) sustentabilidade ambiental; (2) a prosperidade econômica; (3) a acessibilidade geográfica e capacidade de atração e (4) a segurança e a proteção da área.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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