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A questão da “Cadeira Permanente” para o Brasil no “CS da ONU”

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Analistas acreditam que a questão do apoio ao Brasil para assumir uma Cadeira como “membro permanente” do “Conselho de Segurança” das “Nações Unidas” não será resolvida nesta visita do presidente dos EUA, Barack Obama, ao Brasil. Afirmam que o tema será tratado pela presidente brasileira Dilma Rousseff, mas que ela não receberá de Obama uma resposta definitiva, no máximo uma “resposta diplomática” pela importância que o Brasil tem hoje para o mundo.

Especialistas afirmam que a questão é sensível, pois envolve mais que apoiar diretamente ou não o Estado brasileiro. Trata-se de uma reformulação que representa a reestruturação do “Sistema Internacional” e, por isso, um novo “Conselho de Segurança” deve espelhar a configuração correta que o atual Sistema possa estar adquirindo.

Os observadores tendem a apontar que o ponto chave está na Europa, que precisa definir seu processo de unificação, apresentando uma política externa e de defesa comum e em execução. O problema não está na reformulação do “Conselho de Segurança”, tirando-o, como tem sido afirmado, da realidade da “Guerra Fria” para assumir a formatação da atual, mas, primeiro, em entender qual é esta nova configuração do “Sistema Internacional” para que o “Conselho de Segurança” possa representá-la, por isso os especialistas acreditam que o tratamento do tema tenderá a ser evasivo durante a visita.

De acordo com os eles, o caso da Índia é diferente, devido ao posicionamento geopolítico e geoestratégico deste país, fato determinante para a manutenção do equilíbrio e da “Ordem Mundial”.

Os observadores afirmam também que, no cenário futuro, o Brasil é candidato natural, mas a sua entrada imediata deixou de ser cogitada, devido as mudanças que ainda estão sendo processadas nas relações e internacionais, e também pelas oscilações da política externa brasileira, que trouxeram o afastamento das grandes potências.

Apesar dessas considerações, acreditam que o tratamento da questão poderá avançar em função dessas reaproximações que estão ocorrendo entre Brasil e EUA.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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