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O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou no domingo, dia 4 de abril, sua candidatura à reeleição presidencial em 2012. A ação foi recebida como uma inovação, pois, até o momento, nenhum outro Presidente fez tal declaração de forma tão antecipada: um ano e meio antes da realização do pleito. Nas reações dos analistas foram destacadas várias questões.

Inicialmente, concordam que foi uma medida estratégica bem adotada, pois: (1) ela anula qualquer movimentação de curto e médio prazo dentro do “Partido Democrata” que poderia trazer dificuldades para Obama no futuro próximo; (2) se não pegou de surpresa a oposição, apresenta-se em um momento no qual o “Partido Republicano” ainda está buscando seu candidato e tentando consenso; (3) ao sair na frente, terá as vantagens no momento quente da campanha, pois poderá modular o discurso em função dos erros do opositor, já que teve mais tempo para trabalhar e apresentar suas propostas; (4) também se antecipa na arrecadação de doações, conseguindo um caixa que poderá chegar ao bilhão de dólares, valor que se supõe poder ser alcançado na campanha do atual Presidente para a reeleição e (5) enquanto os republicanos não definirem o concorrente de Obama, eles não terão como arrecadar os fundos adequadamente e isto certamente pesará no momento mais importante da corrida eleitoral.

De acordo com o divulgado na mídia internacional, os nomes que surgem no momento entre os republicanos são: (a) o ex-governador de Arkansas, Michael Huchabee; (b) a líder do movimento “Tea Party”, Sarah Palin; (c) o ex-governador de Massachussets, Willard Romney; (d) o ex-presidente da “Câmera de Representantes”, Newt Gingrich; (e) o senador John Thune, (f) o governador do Mississippi, Haley Barbour; (g) o governador de Indiana Mitch Daniels e (h) o ex-governador de Minnesota, Timothy Pawlenty. O grande número de possíveis concorrentes mostra a dificuldade que o “Partido Republicano” encontrará neste futuro próximo.

Em oposição ao acerto estratégico apontado pelos analistas, existe a convergência de opiniões entre eles de que, por sair tão cedo para a campanha eleitoral, Obama está “desvalorizando” o cargo presidencial, pois afetará suas ações e deliberações com as necessidades da eleição, levando à perda da credibilidade e tingindo a instituição “Presidência da República”.

Ou seja, os cidadãos olharão um homem comprometido com as determinações de um partido político e não o “Chefe de Estado” que deve agir em interesse de todo o povo. Acreditam que os projetos do Governo neste período acabarão reduzidos aos embates partidários e não à busca da consecução dos interesses nacionais, cristalizando-se numa perda para sociedade, pois possivelmente as políticas de Estado poderão ser transformada em políticas de Governo.

Independente desta observação, a disputa eleitoral foi iniciada e, doravante, os partidos começarão a se articular para garantir que seus objetivos políticos partidários sejam defendidos perante a sociedade norte-americana.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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