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As manifestações no Irão começam a apontar que um processo está em vias de se iniciar. Estão deixando claras que a população começa a questionar o fulcro do regime, uma vez que não estão considerando o posicionamento do Líder Supremo e do Conselho dos Guardiões. Há tempos que a sociologia clássica francesa prevê as mudanças sociais dentro daquilo que é denominado “micro transformações moleculares”, ou seja, aquelas mudanças de estado de consciência que começam com indivíduos que não estão mais inseridos adequadamente em um contexto social e passam a questionar uma realidade. De então, passam a demonstrar seu posicionamento a outros que tem a mesma percepção e vão se forjando grupos questionadores até que surge massa crítica suficiente para ganhar relevo de posicionamento de uma tendência dentro da sociedade.

Sair dessa situação para chegar a contestação de uma realidade política é um salto que exige certas condições para que aquilo que era posicionamento vire reivindicação e contraposição a uma determinada ordem política. Dentre essas condições, um controle político e a rigidez de sistema que não permitem saídas para que não seja por meio da força.

É possível concluir que esta seja a situação iraniana. Há muito que o ocidente desvia o foco de atenção para o presidente Ahmadinejad, sem perceber que ele, mais que o detentor do poder de mando, é o executor de políticas dentro formulados dentro dos parâmetros dos Órgãos e personagens que comando o processo político e social. Tudo indica que a tendência será piorar.  

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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