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A tática de Cristina Kirchner para frear o empresariado

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Está sendo divulgado pela mídia que a presidente da Argentina, Cristina Fernandez Kirchner, aumentará a participação estatal em mais de 40 empresas privadas no país (setores financeiro, têxteis, combustíveis, telefonia e alimentos), como forma de controlar o empresariado e garantir que o setor público determine os rumos econômicos, constituindo-se num procedimento calculado para garantir a interferência direta do Estado na economia.

A tática será manter o aumento da participação do Estado nas cotas acionárias das empresas, possíveis legalmente depois da estatização compulsória dos fundos de pensão (2009), bem como pela autorização para que o setor público possa ter números de diretores equivalentes a sua cota acionária.

Antes, os Fundos podiam ter até 5% de representação nas diretorias empresariais. Agora, com o “Decreto Presidencial n.º 441”, foi estabelecido que o “herdeiro” dos “Fundos de Pensões” (estatizados compulsoriamente desde 2009), ou seja, a “Administração Nacional da Segurança Social” (Anses), poderá ter o número de diretores, ou peso destes similar à cota de ações que possui na empresa.

Segundo divulgado, graças às Ações adquiridas pelos “Fundos de Pensões” o Estado argentino já detém 30,9% do Banco Macro; 26,6% da empresa de “Gás Natural”; 26,4% da Edenor (eletricidade) e 11,8% da “Petrobrás Argentina”.

Segundo o senador governista Eric Calcagno, “A participação do Estado não deve assustar pessoa alguma. Desse modo assume o papel de estrategista e de promotor do desenvolvimento econômico”, mas os opositores afirmam que o desejo é controlar as decisões do setor privado.

Pelo histórico de ações, afirmam que Cristina Fernandez poderia colocar profissionais qualificados, mas a tendência será nomear sindicalista que lhes dão apoio, interferindo e prejudicando a administração empresarial, sem critério técnico, mas político, ou ideológico.

Analista apontam que provavelmente um exemplo de diálogo difícil a ilustrar os problemas que virão será o da siderúrgica Siderar (a maior da Argentina), pertencente ao “Grupo Techint”, com o qual o Cristina Kirchner tem duros e tensos confrontos. Para esta empresa, o Governo quer colocar, por intermédio da Anses, o ex-líder estudantil e ex-diretor financeiro da “Aerolíneas Argentinas” Axel Kicillof para o conselho de diretores.

A situação está sendo vista de forma negativa, pois se considera que a indicação não é técnica, mas apenas política, já que ele faz parte do grupo de intelectuais e pesquisadores da “Universidade de Buenos Aires” (UBA), defensores explícitos do kirchnerismo, citando-se continuamente a defesas que fez em 2008 sobre o papel das retenções a partir da suposta existência de um renda agrária, seguindo a linha do governo.

Além disso, tem sido citado continuamente o fato de ser sido secretário geral do sindicato docente AGD (“Asociación Gremial Docente” da UBA), ter relações estreitas com a cúpula dirigente e de ter sido o criador do grupo “Tontos pero nem Tanto” (TNT), enquanto estudante.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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