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A triangulação (EUA e Europa) x Irã x China

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Os Estados Unidos e a Europa estudam diversas formas de aplicar sanções ao Irã, devido ao fato de Teerã (capital do Irã – governo do país) continuar com o seu programa nuclear. Embora europeus e norte-americanos tentem aplicar alguma medida, as discussões sempre param na China, quando elas são disseminadas para a comunidade internacional, pois os chineses se posicionam contra as sanções e buscam o diálogo para resolver a questão.

O motivo da posição chinesa em não aceitar ações contra o Irã se dá, principalmente, pelo fato de Beijing (capital da China – governo do país) ser o segundo maior comprador de petróleo iraniano. Para isso, o governo chinês investiu bilhões de dólares na infra-estrutura de Teerã, objetivando o fornecimento de gás e petróleo para o seu país.

Através do diálogo, Washington (capital dos EUA – governo do país) não está convencendo os chineses da necessidade de impor medidas rígidas. Por isso, os estadunidenses partiram para uma nova estratégia. O plano objetiva diminuir as importações feitas por Beijing no Irã, incentivando a exportação de petróleo à China, feitas por outros países.

Os Emirados Árabes Unidos prometeram aumentar suas vendas para os chineses de 50 mil barris diários para 150 ou 200 mil, já no primeiro semestre deste ano. A Arábia Saudita também se mostrou disposta a fazer o mesmo e a usar o seu grande consumo de armamentos e produtos chineses para pressioná-los a se distanciarem de Teerã.

Embora haja uma estratégia para levar a China a se distanciar do Irã, os Estados que desejam este afastamento dependem mais dos chineses do que estes deles. Ou seja, as armas para pressionar o gigante asiático a retroceder em sua decisão são cada vez mais escassas.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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