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Ações da Política Externa Brasileira continuam sendo vistas como contraditórias e carregadas de comportamentos inadequados

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A “Comissão de Relações Exteriores do Senado” brasileiro decidiu cancelar os processos de nomeações de embaixadores do país até que o ministro das Relações Exteriores dê esclarecimentos acerca da Política Externa brasileira.

Da mesma forma, o “Partido da Social Democracia Brasileira” (PSDB) já havia anunciado sua ruptura com o governo na condução da política externa, devido ao que acusam como erros de procedimento, de postura e de escolha, ao longo dos últimos anos.

Os últimos atos da Presidência da República vêm confirmando estas afirmações, como vêm sendo mostrado por analistas políticos e observadores das ações governamentais, apesar das defesas apresentadas pelo Executivo.

No dia 16 de março de 2010, o governo anunciou que manterá a decisão de abrir a embaixada brasileira em Mianmar (antiga Birmânia), ignorando os relatórios sobre as constantes violações dos “Direitos Humanos”, dentre elas: a existência de, aproximadamente, 2.100 presos políticos; os recrutamentos de crianças como soldados e uso de presos para trabalhos forçados.

Tem sido destacado que a “relatoria” da ONU sobre os Direitos Humanos neste país, até o ano de 2008, era comandada pelo atual Ministro da “Secretaria de Assuntos Estratégicos” (SAE) do Brasil, Paulo Sérgio Pinheiro, que passou a se esquivar devido à abstenção do Brasil no tema, ocorrida em votação na “Assembléia Geral da ONU”, no ano de 2009. A justificativa era de que o problema deveria ser tratado no “Conselho de Direitos Humanos”.

Outro fato que está sendo muito destacado e tem trazido críticas ao comportamento do governo brasileiro, levando o Congresso a questionar sobre as perdas para a imagem do Brasil, é a forma como o ministro Celso Amorim respondeu, ontem, dia 18 de março de 2010, à pergunta de se o Brasil havia comunicado aos EUA e a Israel sobre sua visita à Síria, uma vez que o primeiro está envolvido no processo de negociação e o segundo é parte do problema.

Ele disse que “não podemos pedir dá licença mamãe para fazer uma visita diplomática”. A forma como se pronunciou foi considerada desrespeitosa e inadequada para quem pretende ser mediador de um processo que tem outros mediadores trabalhando.

São ações, posturas e comportamentos que vêm justificando as críticas recebidas pelo governo brasileiro e também têm trazido suspeitas sobre as escolhas realizadas pela Presidência.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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