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Ações de Zelaya não estão produzindo os efeitos desejados

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À medida que o atual governo hondurenho resiste à pressão internacional, os espaços para apresentar sua versão da crise começam a surgir principalmente devido aos questionamentos que hoje têm sido feitos em todo o mundo com relação a detalhes do acontecimento que não são postos à mesa.

 

Os principais governos da região, EUA e Brasil, apesar de terem se manifestado imediatamente pelo retorno de Zelaya, estão esfriando as ações. No primeiro caso, portando-se de forma a exigir a mediação pela Costa Rica, com Oscar Arias, e condenando qualquer ação do ex-presidente afastado que possa Levar a uma guerra civil. Isso poderá significar um apoio dos EUA ao atual governo, se não diretamente, certamente por intermédio de parceiros, como a Colômbia e os norte-americanos não podem permitir esse desvio de recursos.

No segundo, limitando suas ações às declarações, menos de apoio a Zelaya, mas de respeito às normas democráticas, que, na forma como tem sido apresentada pelos representantes brasileiros, estão configuradas unicamente na restituição do ex-presidente Manuel Zelaya pelo fato de ter sido eleito.  

Deve-se ressaltar que as declarações do presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, sobre o fato de a reunião do MERCOSUL ter se encerrado mais cedo devido  ausência de Hugo Chávez, foram vistas por certo número de analistas como críticas ao presidente venezuelano por estar se envolvendo diretamente com a crise hondurenha e deixando de lado a questão do Bloco Econômico, pelo qual por muito tempo lutou para fazer parte.

Ademais, o envolvimento do venezuelano está começando a preocupar os países da região, pois está transparecendo que o apoio de Hugo Chávez não se limitava as declarações de repúdio aquilo que foi considerado como um golpe de estado, ou movimento militar. Nesse sentido, os investimentos da Venezuela no país, a presença constante do chanceler venezuelano ao lado do ex-presidente hondurenho e as mobilizações de tropas venezuelanas na Nicarágua podem levar os demais atores da região a recuar, pois sabem que a violência exigirá a participação daqueles que mais se posicionaram até o momento, além dos atores cujos interesses são afetados diretamente por quelquer ação no continente. Caso explícito de Bolívia, Equador e Nicarágua, mas especialmente de  principalmente Brasil, Colômbia e Argentina.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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