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Acordo Militar entre China e Brasil é um primeiro passo para agenda mais ampla

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O acordo militar a que chegaram os ministros da Defesa do Brasil e da China (Nelson Jobim e Liang Guanglie, respectivamente) é um passo pragmático para que ambos os países dêem continuidade as políticas externas multilaterais que têm sido adotadas ao longo dos últimos quatro anos.

Os chineses já estão investindo nas relações com os países de língua portuguesa, por intermédio de vários acordos culturais, dentre eles, para o aprendizado do idioma português. O Brasil é um dos focos para a China, devido ao seu potencial econômico, as grandeza das fontes de matérias-primas, seu mercado e projeção internacional que detém na atualidade.

As relações são pragmáticas de ambas as partes. Até o momento, o anunciado é de que ambos os países farão um trabalho bilateral em temas como a formação de oficiais ou as missões de paz. No entanto, também foi anunciado, sem dar esclarecimentos, que se acertou realizar cooperação na indústria militar, em ciência e em tecnologia, bem como estabelecer uma comissão conjunta dos dois ministérios, para estimular a cooperação e aumentar  os intercâmbios.

Como são dois países que desejam estabelecer e manter projeção global, a diversificação de parceiros em áreas críticas denota coerência estratégica. A China está correndo na frente, devido à atual dinâmica de sua economia e a pluralidade de investimentos em várias regiões do mundo. A tendência é de que sejam dois concorrentes, contudo, os trabalhos de parceria podem trazer benefícios para ambos.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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1 Comments

  1. M...... 16 de fevereiro de 2014

    Que terrível notícia! Acordo com um governo que massacra a sua população.

    Responder

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