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Acordo militar entre Rússia e Israel fecha mais o cerco contra o Irã

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A Rússia e Israel assinaram na segunda-feira, dia 6 de setembro, um “Acordo Militar” de longo prazo, cujos detalhes e conteúdo ainda não foram divulgados. Apenas foi informada a necessidade da troca de Know-how entre as “Forças de Defesa” dos dois países.

Nas palavras do ministro da Defesa da Rússia, Anatoly Serdyukov, e necessária a troca “experiência e know-how com as forças armadas israelenses para a modernização das forças armadas russas”, indicando que, além de haver relações comerciais, pois recentemente Moscou comprou 12 sondas aéreas não tripuladas, haverá cooperação técnica entre os dois países, o que representa aproximações em outros campos e continuidade nos projetos acordados.

O governo israelense, por sua vez, declarou por intermédio de seu ministro da Defesa, Ehud Barak, que a “Rússia é uma grande potência, globalmente e para a nossa região [o Oriente Médio]”. Com este Pacto, encerrou-se a divergência criada entre os dois países, acerca da venda de mísseis antiaéreos russos ao Irã.

Analistas estão afirmando que o cerco aos iranianos se aperta, pois, com esta ação, fica transparente que as grandes potências estão se posicionando para qualquer enfrentamento, no caso de o governo deste país optar por uma medida extrema. Da mesma forma, afirmam que e a “Comunidade internacional” está concordando nos procedimentos.

Os acordos da Rússia com os países do Cáucaso, para controle da Geórgia; as negociações dos EUA com a Turquia; a mediação dos norte-americanos para buscar um Estado palestino em paz com Israel e, agora, este Acordo entre russos e israelenses, indicam que se caminha para garantir o total isolamento do governo iraniano, caso seja necessário o uso da guerra.

Da mesma forma não deixa dúvidas acerca da contraposição russa ao “programa nuclear do Irã”, pois a sua decisão em concluir as atividade de usina nuclear iraniana, ocorreu para colocar o processo sobre o controle internacional, uma vez que está nas exigências das autoridades russas que o combustível e funcionamento da usina fiquem sob fiscalização da “Agencia Internacional de Energia Atômica” (AIEA).

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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