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Ahmadinejad defende gabinete diante do Parlamento e tenta contemplar moderados e ultraconservadores

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O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, defendeu ontem, dia 30 de agosto, seu gabinete diante do Parlamento com objetivos de apaziguar conservadores moderados e controlar reformistas.

 

Analistas da política iraniana consideram que a proposta do presidente reeleito será rejeitada pelo Legislativo e, provavelmente, também tem parte significativa dos nomes reprovados pelo Líder Supremo, Ali Khamenei.

Alguns pontos ficaram patentes na rejeição que tem sido manifestada pela ala conservadora da república islâmica.

  1. alguns indicados não apresentam experiência significativa para exercer o cargo,
  2. apresentou nomes de mulheres, o que recebeu rejeição intensa da ala ultraconservadora,
  3. o Parlamento tem considerado que a cadeira mais importante, do petróleo, tem sido tratada de forma inadequada, pois o candidato deve ter conhecimento técnico suficiente para configurar essa política pública dentro da política externa do país, e os nomes apresentados não se enquadram nas exigências mpinimas para tal,
  4. o fato de o presidente apresentar nomes de pessoas próximas, tem sido visto como autodefesa.

Apesar disso, Ahmadinejad fez um discurso em que demonstrou vontade de construir um governo que contemple as exigências dos moderados, alguns tópicos dos reformistas e manter as exigências dos conservadores e ultraconservadores, que lhes dão suporte. Como já se tem certo que parte dos nomes propostos será recusada, o presidente terá mais quinze dias para apresentar novas sugestões.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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