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Analistas afirmam que morte de agricultor será duro golpe no governo venezuelano

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Os analistas internacionais estão afirmando que a morte do agricultor venezuelano, Franklin Brito, será um duro golpe no governo da Venezuela neste dias que antecedem as “eleições legislativas” no país (ocorrerá em 26 de setembro).

O agricultor estava em greve de fome há alguns meses, em protesto contra as expropriações violentas de terras que tem sido realizadas pelo Governo Chávez, sob o argumento da reforma agrária e da produtividade social.  Pessoalmente, reivindicava a devolução de suas terras, 290 hectares, que foram expropriadas pelo governo.

O fato tem gerado revolta no país e está sendo usado pela oposição para sensibilizar a população mais pobre, base do Governo, sob o argumento de que o Presidente não se preocupa com seu povo e usa as classes menos favorecidas em prol de uma política e estratégia voltadas exclusivamente para a expansão do poder.

A família de Brito afirmou que denunciará o Governo do país internacionalmente.  O advogado Gonzalo Himiob, declarou que dentro da Venezuela “há poucas possibilidades internas a respeito dos direitos de Franklin Brito e seus herdeiros. (…). Do ponto de vista do direito internacional, nossa recomendação é primeiro acionar a ‘Comissão Interamericana de Direitos Humanos’ (CIDH) para denunciar a situação à qual Brito foi exposto”.

Completou a declaração afirmando a possibilidade de levar o caso ao “Tribunal Penal Internacional” (TPI); ao “Parlamento Latino-Americano”; à “Organização das Nações Unidas” ou ao “Parlamento Europeu”. O argumento é de o agricultor perdeu a vida por conta das “medidas arbitrárias e completamente inconstitucionais aplicadas contra ele desde dezembro até agora”.

Chávez está declarando que o fato está sendo usado de forma propagandística e não houve interesse de seus aliados para salvar a vida deste agricultor. Por essa razão solicitou que a família de Franklin Brito seja investigada sob acusação de ter favorecido e desejado o seu suicídio, cuja pena pode ser de 7 anos de reclusão.

As pressões sobre o governo estão aumentando. Chávez também está sendo denunciado por interferência nas eleições e isto está trazendo mais descrédito ao governante. O membro do “Conselho Nacional Eleitoral” (CNE), Vicente Díaz, acusou-o de 495 violações das normas eleitorais, apresentando provas de que Chávez apóia os candidatos do “Partido Socialista Unido da Venezuela” (PSUV) e desclassificar opositores, algo proibido pela legislação.

Os observadores internacionais estão apostando que, nas eleições, o Partido de Hugo Chávez ainda terá maioria das cadeiras. Porém, não mais com a maioria qualificada, necessária para governar sem contestações e oposições. Acreditam que, com esta nova realidade, dificilmente  a Venezuela ficará sem profundas alterações e graves abalos nos próximos anos.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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