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Analistas japoneses afirmam que, hoje, o Japão é um país ingovernável

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Analistas japoneses se expressaram após as eleições da “Câmara Alta” neste final de semana, chegando à conclusão de que o atual primeiro-ministro, Naoto Kan, está à frente de um país ingovernável. Depois do pleito, o “Partido Democrata do Japão” (PDJ) perdeu o controle do senado, mantendo apenas 106 dos 242 acentos.

O Japão está perante um nevoeiro (…). Estamos no meio da confusão total e não é positivo que este bloqueio dure muito tempo. Penso que alguém deve desbloquear a situação, mas a questão é saber quem será capaz de fazê-lo”, resumiu Takayoshi Shibata, professor de Ciência Política na Universidade Keizai, em Tóquio.

O país passa por um momento delicado na política. O governo japonês, desde o ano de 2007, vem sofrendo inúmeras transições, troca de ministros e divergências no Senado. Tais acontecimentos afetam a estabilidade econômica, política e o futuro do país, como destacam as principais Agências de notícias do Japão.

O diário econômico “Nikkei” insistiu que “o Japão não se pode dar ao luxo de uma paralisia política” e “os partidos da maioria e da oposição devem cooperar no Parlamento”.

O diário de centro esquerda “Asahi Shimbun” alertou que “a valsa de primeiros-ministros pesa sobre as políticas em longo prazo e prejudica a imagem do Japão na comunidade internacional“.

Kan irá manter o atual gabinete até o mês de setembro, quando serão realizadas as eleições presidenciais. Por hora, sua legenda partidária e a oposição deverão cooperar para trabalhar no orçamento do ano fiscal de 2011.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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