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Anistia Geral é a proposta de Porfírio Lobo para garantir aceitação ao seu governo

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O candidato eleito Presidente da República de Honduras, Porfírio Lobo, fez reuniões com o presidente do Congresso hondurenho, José Alfredo Saavedra, o qual anunciou que nomeou “de imediato uma comissão especial que vai conduzir um grande processo de diálogo nacional”.

A intenção de Lobo é buscar por meio do Legislativo uma anistia geral para todos os envolvidos na crise política, desencadeada em 28 de junho de 2009, com o afastamento do então Presidente da República, Manuel Zelaya, acusado de crimes políticos e comuns.

Lobo deseja associar esta anistia à renúncia de Zelaya e de Roberto Micheletti, atual Presidente, como forma de garantir o reconhecimento internacional de sua eleição. Acredita que, assim, conseguirá a composição de um governo transitório de união nacional, cumprindo a cláusula do “Acordo San José- Tegucigalpa”, que lhe dará respaldo para receber o poder em 27 de janeiro de 2010.

Micheletti anunciou que não renunciará, mas acredita-se que esta declaração é uma forma de pressionar a renúncia de Zelaya, que será obtida caso este peça asilo político. Enquanto se negocia a saída do ex-presidente, Micheletti está adotando as medidas necessárias para afastar Honduras de qualquer contato com os países apoiadores de Zelaya. O primeiro deles é o pedido de saída da ALBA (Aliança Bolivariana para as Américas), que já foi remetido ao Congresso. O Legislativo, contudo, entrou em recesso e só voltará no início de 2010, adiando os debates.

Acredita-se que a estratégia de Micheletti seja colocar em pauta os assuntos pendentes e esperar o momento certo para a sua renúncia, a qual está condicionada a de Zelaya. Quanto mais próximo estiver da posse de Lobo, melhor será para Micheletti, que terá tempo para preparação do terreno, impedindo qualquer reação por parte do ex-presidente e seus aliados.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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