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No momento, Brasil ainda é a melhor opção para a Argentina

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Os resultados da economia argentina, neste primeiro semestre de 2009, têm apontado que o Brasil é o principal apoio aos argentinos e tem dado fôlego à sua economia. A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidiu diretamente no estímulo à exportação de carros argentinos para o Brasil. De acordo com os analistas, a crise internacional afetou de forma intensa a economia desse país e recaiu principalmente sobre o setor automobilístico, o qual é responsável por quase 20% da produção industrial dos argentinos.

 

Com a crise, houve reduções em todas as exportações, mas o setor automotivo teve maiores perdas, vendo negócios que eram garantidos ficarem na promessa, como foi o caso da parceria com a Venezuela, que se esperava comércio como os de 2007, com a compra de 19,2 mil unidades, mas não teve registro da compra de carros neste ano. Outros países como o México reduziram pela metade sua importação. Segundo tem sido apontado pela imprensa argentina, o Brasil tem se tornado quase o único país a importar veículos do seu país, respondendo pela aquisição de mais da metade da produção e, aproximadamente, 90% da exportação.

Apesar de o Brasil ter ameaçado adotar medidas em represália aos argentinos terem usarem de licenças não-automáticas para produtos brasileiros, houve um recuo por parte do governo Lula, pois ficou claro que o impacto na economia vizinha seria muito forte. Assim, está sendo mantido o superávit para a balança comercial da Argentina, mesmo que o governo deste país esteja buscando aproximações com a China.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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