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Após os desentendimentos entre a Google e a China, o tema de censura passou a despertar interesse

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A empresa norte-americana Google e o governo da China protagonizaram os últimos desentendimentos envolvendo o tema “censura de internet”. Este caso chamou a atenção da mídia internacional, pois quase chegou ao patamar diplomático entre os Estados Unidos e a República Popular da China, no decorrer das acusações e comentários de autoridades políticas.

Para mostrar ao mundo quando e quem solicitou as remoções de conteúdos na internet, a empresa lançou nesta terça-feira o “Government requests” (http://www.google.com/governmentrequests), apresentando o número de pedidos governamentais para a remoção de conteúdo na internet, filtro de informações e também divulgação de dados. Países que tem a chamada “Liberdade de Internet” aparecem no ranking e não apresentaram um baixo número de pedidos.

 

 

A censura governamental na rede cresce rápido e abrange desde o bloqueio total e a filtragem de sites até as decisões judiciais que limitam o acesso à informação, passando pelas legislações, que obrigam as empresas a se autocensurarem“, destacou o diretor de serviços jurídicos da Google, David Drummond.

Não é nada surpreendente que o Google, assim com outras empresas do setor das tecnologias e das comunicações, receba pedidos por parte de agências governamentais para suprimir parte do conteúdo dos nossos serviços“, acrescentou.

Tal transparência da empresa americana levanta uma questão: existe mesmo liberdade na internet? Tal pergunta emerge, pois, além dos pedidos de remoções de conteúdos, ocorre o monitoramento em sites como o do Facebook, Orkut, Youtube entre outras redes, para obter dados sobre consumidores privados, divulgação de produtos etc.

O Brasil é o pais que mais solicita dados sobre consumidores e a que mais monitora a internet atrás de conteúdos e informações como a do Holocausto, Racismo etc. “Pensamos que maior transparência e responsabilidade irão conduzir a menos censura e maior responsabilidade na vigilância governamental“, afirma a Google.

 

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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