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Argentina e Brasil podem iniciar guerra comercial

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O governo, os empresários brasileiros e as entidades de classe mostraram irritação com as medidas argentinas contra a importação de balas, chocolates e confeitos do Brasil. As mercadorias dos fabricantes brasileiros (15 fabricantes) estão paradas em depósitos dos importadores, chegando ao montante de U$ 5,2 milhões.

Segundo informações divulgadas na mídia, a presidente Dilma Rousseff mostrou irritação ameaçando retaliar os argentinos, pois o órgão na Argentina responsável pela medida, o “Instituto Nacional de Alimentos” (Inal) – equivalente à brasileira “Agência Nacional de Vigilância Sanitária” (ANVISA) – interrompeu a concessão de certificados sem apresentar explicações.

Para piorar a situação, outro órgão argentino, a “Administração Federal de Ingressos Públicos” (Afip) notificou irregularidades aos importadores, informando que em 30 dias os produtos serão devolvidos.

Da parte brasileira, as ações argentinas constituem-se como subterfúgios para aplicar seu protecionismo. Segundo Roberto Giannetti da Fonseca, o diretor do “Departamento de Comércio Exterior” (Decex) da “Federação das Indústrias do Estado de São Paulo” (FIESP), “Do ponto de vista da Fiesp, o limite de tolerância já superou o suportável. Achamos que a única forma de resolver é com retaliação. E é isso que vamos propor”.

Não é a primeira vez que a Argentina adota medidas que prejudicam as exportações brasileiras. De acordo com especialistas, o governo argentino poderá receber resposta diferente das anteriores por parte da presidente Dilma Rousseff, com um rigor que poderá surpreender a presidente Cristina Kirchner, pois a visita feita pela mandatária do Brasil logo após sua posse objetivou reforçar os laços entre os dois países, mas também se deu para exigir o cumprimento de normas acordadas entre os países do MERCOSUL.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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