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Ontem, 28 de junho, foram realizadas eleições legislativas na Argentina, com resultado que enfraqueceu o atual governo da Presidente (Presidenta nos países de língua espanhola) Cristina Kirchner. Os resultados obtidos foram indicativos do desejo do povo por mudanças na condução da política de governo.

 

Os Kichners (Nestor, presidente do país entre 2003 e 2007, e Cristina, atual governo iniciado em 2008) dominam a política governamental, pois adotaram a política de soerguimento do país, após a quebra da economia ocorrida no governo anterior, quando foi declarada a moratória da dívida pública, levando à desorganização política e econômica, com fuga de investimentos e perda da confiança internacional nas propostas argentinas.

A demanda internacional pelos grãos argentinos e, deve-se destacar o procura do trigo pela alta qualidade, permitiram a entrada de divisas, garantindo uma poupança mínima para o governo adotar política de recuperação econômica. Os procedimentos foram centrados no tabelamento de preço com intervenção direta na economia. Se, em curto prazo resolveu problemas inflacionários, com o objetivo de regular a circulação de moeda, em médio prazo desestimulou os investimentos internos e o empresariado percebeu que a economia tenderia à estagnação, não estimulava os investimentos. Ademais, estava gerando mais inflação. Além disso, o crescimento registrado, na casa dos 8%, em verdade se constituía naquilo que os economistas denominam por rebote estatístico, quando o crescimento se constitui da retomada até o ponto de origem, que se configuraria no equilíbrio da economia.

 

Aproveitando-se disso, o então presidente Nestor Kirchner adotou procedimentos de manter todas as esferas do governo sob seu controle direto ou indireto e usou das oportunidades que teve para investir em marketing pessoal. Sua preocupação ao final do governo era segurar a inflação, tanto que muitos analistas o acusaram de estar maquiando os índices apresentados. O objetivo era manter o controle da economia para garantir a eleição de sua esposa Cristina. O projeto era muito bem configurado em três pontos: o primeiro governo de Nestor foi o da reorganização; o da sua esposa Cristina seria o recuperação, o terceiro seria o do crescimento e retomada da posição no cenário internacional, quando do retorno de Nestor Kirchner nas eleições presidenciais em 2011. Os resultados atuais representam um baque nas pretensões do grupo.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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