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As estratégias do desenvolvimento chinês e a CPLP

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Há pouco tempo a China tornou-se o principal parceiro comercial do Brasil e caminha para intensificar as relações com os países membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Os países membros da CPLP são: Brasil, Angola, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe.

 

Tem-se levantado questões sobre os interesses específicos dos chineses com este grupo. A China está em busca de recursos naturais para acelerar o seu desenvolvimento, por isso, teve de se abrir para o mundo e desbravá-lo. Em particular para os países de língua portuguesa, pois, em sua maioria, eles têm economias emergentes e são ricos em matérias-primas fechando um círculo adequado.

O desenvolvimento da China e seu constante crescimento é inovador, pois está pautado no “princípio da ajuda – mútua”, isto é, os chineses ajudam os países com os quais se relacionam a se desenvolverem, oferecendo “know-how”, tecnologia, cooperação técnica-científica e investimentos. Por sua vez, estes países contribuem para o desenvolvimento da China fechando acordos para o fornecimento de recursos naturais e parcerias de prazo mais alargado.

Devido à grande necessidade de matérias-primas, a concentração dos investimentos está nas áreas de energias-renováveis e soluções para o meio-ambiente; apesar de os chineses não aceitarem o compromisso de redução do gás-carbônico, anunciado pelo G-8 em sua última reunião, para não se em com estimativas que não têm certeza se poderão cumprir.

A China é um dos principais países que investem na área, por possuírem fortes interesses em continuar seu avanço de forma sustentável e, também, por não haver alternativas mais adequadas, dentro de sua filosofia de pensar em longo prazo.

Com relação ainda ao grupo da CPLP, os chineses anunciaram que devem “explorar” ainda mais as potencialidades desses países para promover o desenvolvimento mútuo. Após o sucesso no Brasil, eles pretendem focar esforços de investimento em Angola, pois os angolanos são os principais fornecedores africanos de petróleo para o seu país, com 599 milhões de barris, em 2008, totalizando o valor de 59,9 bilhões de dólares, segundo dados da Agência Internacional de Energia.

Acompanhando os acontecimentos do Cenário Internacional, observamos que as alianças normalmente são firmadas por trocas de interesses definidos pela conjuntura, desta forma, a chave para um desenvolvimento mais justo é saber encontrar os pontos de intersecção entre estes interesses, para promover benefícios mútuos, sendo isso o que pauta a estratégia do desenvolvimento do gigante chinês.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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