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As retaliações internacionais ao Governo de Honduras

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O governo vigente em Honduras sofre retaliação, isolamento e congelamento de crédito, pois não recebeu reconhecimento internacional. As principais organizações comerciais das quais Honduras faz parte, como o Sistema de Integração Centro-Americana (Sica) e o Acordo de Livre Comércio entre a América Central e os EUA (Cafta), além do Banco Mundial e o BID condenaram o ocorrido no país e exigem a volta de Zelaya às suas funções presidenciais. No momento, Honduras encontra-se completamente isolada.

O BID anunciou a suspensão dos repasses de US$ 270 milhões e o Banco mundial também anunciou o congelamento de um crédito de US$ 200 milhões que seriam utilizados em 16 projetos de desenvolvimento. Eram empréstimos essenciais, pois é um dos países mais pobres da América Latina.

Honduras depende ainda da exportação de café e bananas, o que ainda a torna dependente dos EUA. Ademais, as remessas dólares de hondurenhos que residem em cidades americanas também são de grande importância para o país, representando um quarto do PIB.

Grande parte dos empresários hondurenhos apoiaram a deposição de Zelaya, no entanto, ainda não se sabe como eles reagirão agora às pressões internacionais e, por hora, o governo atual manifestou que não negociará com a Organização dos Estados Americanos (OEA).

As medidas de isolamento poderão definir no campo econômico o agravamento das tensões sociais em Honduras que poderá desaguar numa pressão dos empresários hondurenhos para o restabelecimento de Zelaya por, ao menos, até as próximas eleições.

Neste momento, segundo avaliação da Junta que assumiu o poder, a única retaliação que pretendem é a saída da ALBA.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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